terça-feira, 12 de novembro de 2013

Manuel Geraldo Luis
UNIDADE III – Informática Na Educação             

1. Cultural Geral e Informática


O termo cultural geral provem a partir de Indústria cultural, conjunto de produtos e serviços que tem como objectivo informar e entreter a população. Engloba a produção e distribuição, venda e/ou exibição de livros, revistas, jornais, filmes, vídeos, música, bem como transmissões radiofónicas e/ou televisivas feitas em sistema aberto ou fechado. O início dessa indústria, mais simbólico do que prático, remonta ao século XV, quando Gutemberg criou os tipos móveis de imprensa.

A expressão indústria cultural é usada com mais frequência nos países europeus ou por eles influenciados, como é o caso do Brasil. Nos Estados Unidos, é bastante comum a diferenciação entre indústria do entretenimento e indústria da informação. A primeira categoria inclui o cinema, o rádio, a TV, o disco e o CD, bem como uma vasta gama de actividades ao vivo, como o teatro e a dança. Já a indústria da informação, mais elitizada, está restrita ao livro, às revistas e a outros periódicos impressos.

 

Na Europa, a expressão já foi vista como um grande preconceito, tendo sido marginalizada por sua alegada natureza de corrupção das estruturas culturais existentes. Para o pensador italiano Noberto Bobbio, a indústria cultural é vista não como um veículo de difusão de cultura, mas, pelo contrário, como modo de impedir o acesso à cultura por destruir formas culturais populares e filtrar a produção possível de entrar em seu mecanismo.

 

Países como a França intervêm na indústria cultural de diversas formas, incentivando os artistas com somas consideráveis de dinheiro, mantendo um diálogo permanente com os veículos de comunicação e estabelecendo cotas de exibição para os filmes produzidos em seu território, entre outras medidas. Já os Estados Unidos, em nome da liberdade de expressão e da auto-regulamentação do mercado, pouco intervém nesta área. O Brasil é um híbrido dessas duas tendências.

A indústria cultural, que historicamente foi vista como um instrumento de difusão de valores ou afirmação dos povos, está ganhando uma importância económica cada vez maior. Nos Estados Unidos, por exemplo, a produção audiovisual é, desde 1994, o segundo item na pauta de produção nacional, ficando atrás apenas da produção aeronáutica.

 

2. Ambientes de Ensino e Aprendizagem com o uso de máquinas electrónicas


 

A inserção dos recursos tecnológicos na sala de aula requer um planejamento de como introduzir adequadamente as TICs para facilitar o processo didático-pedagógico da escola, buscando aprendizagens significativas e a melhoria dos indicadores de desempenho do sistema educacional como um todo, onde as tecnologias sejam empregadas de forma eficiente e eficaz.

A partir das concepções que os alunos têm sobre as tecnologias, sugere-se que as instituições educacionais elaborarem, desenvolvam e avaliem práticas pedagógicas que promovam o desenvolvimento de uma disposição reflexiva sobre os conhecimentos e os usos tecnológicos. Isto é ceder oportunidades de que os alunos de Moçambique ou de outro país do terceiro mundo tenha conhecimento práctico semelhante aos dos outros países considerados do 1º ou 2º mundo, pois se procura conhecimento é logicamente para uma aplicabilidade, então seria sábio que se começa-se uma instrução aos alunos no processo de ensino e aprendizagem desde cedo para que pudessem crescer aptos para criar novos mercados de em prego, formar mais quadros capazes de responder as exigências do presente e do futuro.

Para MORAES, “o simples acesso à tecnologia, em si, não é o aspecto mais importante, mas sim, a criação de novos ambientes de aprendizagem e de novas dinâmicas sociais a partir do uso dessas novas ferramentas”. (MORAES, 1997). “É preciso conhecer e saber incorporar as diferentes ferramentas computacionais na educação.” Ter uma ligação directa com as máquinas electrónicas e criar uma atmosfera boa, tendo em conta que não basta ver, ler e falar mais aplicar o que se vê, lê-se e fala-se. MASETTO (2000, p. 140), afirma, sobre o processo de ensino e de aprendizagem: “considero haver uma grande diferença entre o processo de ensino e o processo de aprendizagem quanto as suas finalidades e à sua abrangência, embora admita que é possível se pensar num processo interativo de ensino-aprendizagem”. “As mídias integradas em sala de aula passam a exercer um papel importante no trabalho dos educadores, se tornando um novo desafio, que podem ou não produzir os resultados esperados.” Isto é dependendo do esforço exercido pelo professor em mediar a matéria e do aluno a assimila-la para uma posterior práctica. DEMO (2008), sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação, aponta: “Toda proposta que investe na introdução das TICs na escola só pode dar certo passando pelas mãos dos professores. O que transforma tecnologia em aprendizagem, não é a máquina, o programa eletrônico, o software, mas o professor, em especial em sua condição socrática.” As tecnologias estão, a cada dia, mais presentes em todos os ambientes. Na escola [em outros países fora de Moçambique], professores e alunos já estão utilizando a TV, o vídeo, o DVD, o rádio, os computadores e a Internet na prática pedagógica, tornando o processo ensino-aprendizagem mais significativo. As mídias têm grande poder pedagógico visto que se utilizam da imagem. Assim, torna-se cada vez mais necessário que a escola se aproprie dos recursos tecnológicos, dinamizando o processo de aprendizagem. O Ambiente de Ensino e Aprendizagem com o uso de máquinas electrónicas é ou deve ser constituída por varias maquinas electrónicas das quais o computador é o principal componente hoje em dia.

 

3. Computador na Educação


Computador, dispositivo electrónico capaz de receber um conjunto de instruções e executá-las realizando cálculos sobre dados numéricos ou compilando e correlacionando outros tipos de informação.

O computador é, ao mesmo tempo, uma ferramenta capaz de seduzir as pessoas e de gerar medo e resistência. Encontramos, entre os professores, atitudes muito diversas em relação às tecnologias de informação e comunicação - TIC.

Alguns as olham com desconfiança, procurando adiar o máximo possível o momento do encontro indesejado. Outros as usam na sua vida diária, mas não sabem muito bem como integrá-las em sua prática profissional. Outros procuram usá-las nas suas aulas sem, contudo, alterar as suas práticas. Nada disto é de se admirar.

Um número cada vez maior de sectores da sociedade se beneficia do uso do computador como recurso tecnológico. De acordo com  Freitas MORAN, Cada vez mais poderoso em recursos, velocidade, programas e comunicação, o computador nos permite pesquisar, simular situações, testar conhecimentos específicos, descobrir novos conceitos, lugares, idéias. Produzir novos textos, avaliações, experiências. As possibilidades vão desde seguir algo pronto (tutorial), apoiar-se em algo semi-desenhado para complementá-lo até criar algo diferente, sozinho ou com outros. (MORAN, 2000, p.44) Enfatizando a inserção dos computadores na escola, TAJRA (1998, p.34), diz que, a inserção dos computadores na escola, deve dar conta de um duplo desafio social: preparação dos futuros cidadãos e pedagógico – melhor atendimento às necessidades de aprendizagem dos sujeitos. Supõe-se dos professores, segundo PERRENOUD (1999, p.62), competência em produzir e trabalhar com situações problemas, utilizando-se preferencialmente de softwares didácticos, aplicativos como editores de texto, programas de desenho ou de gestão de arquivos, planilhas e calculadoras, que são os auxiliares diários das mais diversas tarefas intelectuais.

 

4. Telefones celulares na Educação


Telefone celular, sistema de telefone móvel por rádio que se está impondo rapidamente em muitas cidades do mundo. O sistema, uma versão em miniatura das grandes redes de rádio, recebe seu nome das unidades “células” em que se divide um território. Cada célula tem um raio de 1,5 a 2,4 km e é equipada com uma emissora dotada de sua própria gama de frequências radiofónicas.

Segundo SILVA, Sandra Rubia (Doutora)  “Telefones celulares em sala de aula são um assunto polémico. De uma forma geral, suscitam desconfiança nos professores e incentivam a normalização de seu uso considerados aparelhos que distraem a atenção do aluno e interrompem o curso das aulas, seus portadores devem mantê-los desligados. De fato, no Brasil, encontra-se em tramitação na Câmara dos Deputados o projecto de lei 2806/2011, que prevê a proibição não somente de telefones celulares, mas de qualquer aparelho portátil electrónico em todas as escolas brasileiras e em todos os níveis de ensino, da educação infantil à universidade (ANTONIO, 2012).

Tanto no Brasil quanto no Exterior, parece haver um consenso entre os educadores e especialistas interessados no uso de tecnologias móveis que a escola, enquanto contexto formal das práticas educacionais, não somente evolui infinitamente mais devagar do que o sector de tecnologia, mas também aceita com dificuldade a inserção das tecnologias de comunicação e informação nas práticas pedagógicas formais (TRUCANO, 2011b; SOARES, 2007; PEDREIRA, 2012; ANTONIO, 2012). A verdade é que o uso de telefones celulares na educação, mesmo no Exterior, é um tópico de discussão bastante recente. Michael Trucano, um especialista no assunto e consultor do Banco Mundial, afirma que a resistência está diminuindo, mas mesmo há pouco tempo – entre três e quatro anos atrás - encontrava pouco apoio quando tentava iniciar discussões com representantes de ministérios da educação de diversos países sobre o uso potencial dos telefones celulares na educação. E quando tal assunto era discutido,

geralmente a conversa centrava-se em como bani-los das escolas (TRUCANO, 2011c).

Se, alguns anos atrás, o uso dos telefones celulares em projectos de desenvolvimento era assunto restrito àqueles ligados ao sector de tecnologia da informação ou do micro crédito, agora o tema ganha cada vez mais força, não somente em organismos internacionais como Banco Mundial, mas também para os grandes doadores de dinheiro que gerenciam grandes fundações ligadas aogoverno e à grandes corporações (TRUCANO, 2011). Na Tanzânia, [um] projecto BridgeIt4 utiliza os telefones celulares como canal para que professores possam ter acesso a uma relevante base de dados de materiais pedagógicos em vídeo (ERUMI, 2010). O projecto funciona da seguinte forma: o BridgeIt funciona como um catálogo de vídeos educacionais, os quais possuem uma duração média entre quatro e sete minutos. Os professores baixam os vídeos de um servidor através de um telefone celular contentado a uma televisão instalada na sala de aula. Cada vídeo é acompanhado de uma lição especialmente planejada para a fixação de conteúdos.

Então chega-se logo a conclusão com os resultados acima mencionados de que é possível que se consiga uma educação saudável em Moçambique com usos de telefones celulares dentro da salas de aulas.

 

 

 

 

 

Conclusão


 

Conclui-se que “De fato, pensar a educomunicação como proposta de intervenção social envolve repensar a tradicional hierarquia professor-aluno, bem como o papel da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem.”

 “…a escola deve procurar atender aos anseios de uma juventude cada vez mais integrada à cultura digital. Entretanto, […] é bastante grande a distância entre as gerações no que tange ao manejo das novas tecnologias. De uma forma geral, a educação formal ainda se aproxima com receio da tecnologia: esta pode ser incorporada na sala de aula, mas sob controle do professor, que continuaria no topo da hierarquia da produção de distribuição de conhecimento” (SOARES, 2007).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia


 

FRANCO, Marcelo, Informática na educação,  redes de conhecimento n.08 ( abril/2000 )

MORAN, José Manuel, Mudar A Forma de Ensinar Com a Internet-Transformar a Aula em Pesquisa e Comunicação;

FERREIRA, Sueli. Introducão às Redes Eletrônicas de Comunicação. Ciências da Informação.Brasília, 23(2):258-263, maio/agosto, 1994.

GARDNER, Howard. As estruturas da mente; a teoria das inteligências múltiplas. Porto Alegre,

Artes Médicas, 1994;

GILDER, George. Vida após a televisão; vencendo na revolução digital. Rio de Janeiro, Ediouro,

1996;

SILVA, Sandra Rubia. Telefones celulares e a educação para a cidadania Universidade Federal de Santa Maria/RS

 


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