UNIDADE III – Informática Na Educação
1. Cultural Geral e Informática
O termo cultural
geral provem a partir de Indústria cultural, conjunto de produtos e serviços
que tem como objectivo informar e entreter a população. Engloba a produção e
distribuição, venda e/ou exibição de livros, revistas, jornais, filmes, vídeos,
música, bem como transmissões radiofónicas e/ou televisivas feitas em sistema
aberto ou fechado. O início dessa indústria, mais simbólico do que prático,
remonta ao século XV, quando Gutemberg criou os tipos móveis de imprensa.
A expressão
indústria cultural é usada com mais frequência nos países europeus ou por eles
influenciados, como é o caso do Brasil. Nos Estados Unidos, é bastante comum a
diferenciação entre indústria do entretenimento e indústria da informação. A
primeira categoria inclui o cinema, o rádio, a TV, o disco e o CD, bem como uma
vasta gama de actividades ao vivo, como o teatro e a dança. Já a indústria da
informação, mais elitizada, está restrita ao livro, às revistas e a outros
periódicos impressos.
Na Europa, a
expressão já foi vista como um grande preconceito, tendo sido marginalizada por
sua alegada natureza de corrupção das estruturas culturais existentes. Para o
pensador italiano Noberto Bobbio, a indústria cultural é vista não como um
veículo de difusão de cultura, mas, pelo contrário, como modo de impedir o
acesso à cultura por destruir formas culturais populares e filtrar a produção
possível de entrar em seu mecanismo.
Países como a
França intervêm na indústria cultural de diversas formas, incentivando os
artistas com somas consideráveis de dinheiro, mantendo um diálogo permanente
com os veículos de comunicação e estabelecendo cotas de exibição para os filmes
produzidos em seu território, entre outras medidas. Já os Estados Unidos, em
nome da liberdade de expressão e da auto-regulamentação do mercado, pouco
intervém nesta área. O Brasil é um híbrido dessas duas tendências.
A indústria
cultural, que historicamente foi vista como um instrumento de difusão de
valores ou afirmação dos povos, está ganhando uma importância económica cada
vez maior. Nos Estados Unidos, por exemplo, a produção audiovisual é, desde
1994, o segundo item na pauta de produção nacional, ficando atrás apenas da
produção aeronáutica.
2. Ambientes de Ensino e Aprendizagem com o uso de máquinas electrónicas
A inserção dos recursos tecnológicos na sala de aula requer um planejamento
de como introduzir adequadamente as TICs para facilitar o processo
didático-pedagógico da escola, buscando aprendizagens significativas e a
melhoria dos indicadores de desempenho do sistema educacional como um todo,
onde as tecnologias sejam empregadas de forma eficiente e eficaz.
A partir das concepções que os alunos têm sobre as tecnologias, sugere-se
que as instituições educacionais elaborarem, desenvolvam e avaliem práticas
pedagógicas que promovam o desenvolvimento de uma disposição reflexiva sobre os
conhecimentos e os usos tecnológicos. Isto é ceder oportunidades de que os
alunos de Moçambique ou de outro país do terceiro mundo tenha conhecimento práctico
semelhante aos dos outros países considerados do 1º ou 2º mundo, pois se
procura conhecimento é logicamente para uma aplicabilidade, então seria sábio
que se começa-se uma instrução aos alunos no processo de ensino e aprendizagem
desde cedo para que pudessem crescer aptos para criar novos mercados de em
prego, formar mais quadros capazes de responder as exigências do presente e do
futuro.
Para MORAES, “o
simples acesso à tecnologia, em si, não é o aspecto mais importante, mas sim, a
criação de novos ambientes de aprendizagem e de novas dinâmicas sociais a
partir do uso dessas novas ferramentas”. (MORAES, 1997). “É preciso conhecer e
saber incorporar as diferentes ferramentas computacionais na educação.” Ter uma
ligação directa com as máquinas electrónicas e criar uma atmosfera boa, tendo
em conta que não basta ver, ler e falar mais aplicar o que se vê, lê-se e
fala-se. MASETTO (2000, p. 140), afirma, sobre o processo de ensino e de
aprendizagem: “considero haver uma grande diferença entre o processo de ensino
e o processo de aprendizagem quanto as suas finalidades e à sua abrangência,
embora admita que é possível se pensar num processo interativo de
ensino-aprendizagem”. “As mídias integradas em sala de aula passam a exercer um
papel importante no trabalho dos educadores, se tornando um novo desafio, que
podem ou não produzir os resultados esperados.” Isto é dependendo do esforço
exercido pelo professor em mediar a matéria e do aluno a assimila-la para uma
posterior práctica. DEMO (2008), sobre as Tecnologias de Informação e
Comunicação, aponta: “Toda proposta que investe na introdução das TICs na
escola só pode dar certo passando pelas mãos dos professores. O que transforma
tecnologia em aprendizagem, não é a máquina, o programa eletrônico, o software,
mas o professor, em especial em sua condição socrática.” As tecnologias estão,
a cada dia, mais presentes em todos os ambientes. Na escola [em outros países
fora de Moçambique], professores e alunos já estão utilizando a TV, o vídeo, o
DVD, o rádio, os computadores e a Internet na prática pedagógica, tornando o
processo ensino-aprendizagem mais significativo. As mídias têm grande poder
pedagógico visto que se utilizam da imagem. Assim, torna-se cada vez mais
necessário que a escola se aproprie dos recursos tecnológicos, dinamizando o
processo de aprendizagem. O Ambiente de Ensino e Aprendizagem com o uso de
máquinas electrónicas é ou deve ser constituída por varias maquinas
electrónicas das quais o computador é o principal componente hoje em dia.
3. Computador na Educação
Computador,
dispositivo electrónico capaz de receber um conjunto de instruções e
executá-las realizando cálculos sobre dados numéricos ou compilando e
correlacionando outros tipos de informação.
O computador é, ao mesmo tempo, uma ferramenta capaz de seduzir as
pessoas e de gerar medo e resistência. Encontramos, entre os professores,
atitudes muito diversas em relação às tecnologias de informação e comunicação -
TIC.
Alguns as olham com desconfiança, procurando adiar o máximo possível o
momento do encontro indesejado. Outros as usam na sua vida diária, mas não
sabem muito bem como integrá-las em sua prática profissional. Outros procuram
usá-las nas suas aulas sem, contudo, alterar as suas práticas. Nada disto é de
se admirar.
Um número cada vez maior de sectores da sociedade se beneficia do uso do
computador como recurso tecnológico. De acordo com Freitas MORAN, Cada vez mais poderoso em
recursos, velocidade, programas e comunicação, o computador nos permite
pesquisar, simular situações, testar conhecimentos específicos, descobrir novos
conceitos, lugares, idéias. Produzir novos textos, avaliações, experiências. As
possibilidades vão desde seguir algo pronto (tutorial), apoiar-se em algo semi-desenhado
para complementá-lo até criar algo diferente, sozinho ou com outros. (MORAN,
2000, p.44) Enfatizando a inserção dos computadores na escola, TAJRA (1998,
p.34), diz que, a inserção dos computadores na escola, deve dar conta de um
duplo desafio social: preparação dos futuros cidadãos e pedagógico – melhor
atendimento às necessidades de aprendizagem dos sujeitos. Supõe-se dos
professores, segundo PERRENOUD (1999, p.62), competência em produzir e
trabalhar com situações problemas, utilizando-se preferencialmente de softwares
didácticos, aplicativos como editores de texto, programas de desenho ou de
gestão de arquivos, planilhas e calculadoras, que são os auxiliares diários das
mais diversas tarefas intelectuais.
4. Telefones celulares na Educação
Telefone
celular, sistema de telefone móvel por rádio que se está impondo rapidamente em
muitas cidades do mundo. O sistema, uma versão em miniatura das grandes redes
de rádio, recebe seu nome das unidades “células” em que se divide um
território. Cada célula tem um raio de 1,5 a 2,4 km e é equipada com uma
emissora dotada de sua própria gama de frequências radiofónicas.
Segundo SILVA, Sandra Rubia (Doutora)
“Telefones celulares em sala de aula são um assunto polémico. De uma
forma geral, suscitam desconfiança nos professores e incentivam a normalização
de seu uso considerados aparelhos que distraem a atenção do aluno e interrompem
o curso das aulas, seus portadores devem mantê-los desligados. De fato, no
Brasil, encontra-se em tramitação na Câmara dos Deputados o projecto de lei
2806/2011, que prevê a proibição não somente de telefones celulares, mas de
qualquer aparelho portátil electrónico em todas as escolas brasileiras e em
todos os níveis de ensino, da educação infantil à universidade (ANTONIO, 2012).
Tanto no Brasil quanto no Exterior, parece haver um consenso entre os
educadores e especialistas interessados no uso de tecnologias móveis que a
escola, enquanto contexto formal das práticas educacionais, não somente evolui
infinitamente mais devagar do que o sector de tecnologia, mas também aceita com
dificuldade a inserção das tecnologias de comunicação e informação nas práticas
pedagógicas formais (TRUCANO, 2011b; SOARES, 2007; PEDREIRA, 2012; ANTONIO,
2012). A verdade é que o uso de telefones celulares na educação, mesmo no
Exterior, é um tópico de discussão bastante recente. Michael Trucano, um
especialista no assunto e consultor do Banco Mundial, afirma que a resistência
está diminuindo, mas mesmo há pouco tempo – entre três e quatro anos atrás -
encontrava pouco apoio quando tentava iniciar discussões com representantes de
ministérios da educação de diversos países sobre o uso potencial dos telefones
celulares na educação. E quando tal assunto era discutido,
geralmente a conversa centrava-se em como bani-los das escolas (TRUCANO,
2011c).
Se, alguns anos atrás, o uso dos telefones celulares em projectos de
desenvolvimento era assunto restrito àqueles ligados ao sector de tecnologia da
informação ou do micro crédito, agora o tema ganha cada vez mais força, não
somente em organismos internacionais como Banco Mundial, mas também para os
grandes doadores de dinheiro que gerenciam grandes fundações ligadas aogoverno
e à grandes corporações (TRUCANO, 2011). Na Tanzânia, [um] projecto BridgeIt4
utiliza os telefones celulares como canal para que professores possam ter
acesso a uma relevante base de dados de materiais pedagógicos em vídeo (ERUMI,
2010). O projecto funciona da seguinte forma: o BridgeIt funciona como
um catálogo de vídeos educacionais, os quais possuem uma duração média entre quatro
e sete minutos. Os professores baixam os vídeos de um servidor através de um
telefone celular contentado a uma televisão instalada na sala de aula. Cada
vídeo é acompanhado de uma lição especialmente planejada para a fixação de
conteúdos.
Então chega-se logo a conclusão com os resultados acima mencionados de
que é possível que se consiga uma educação saudável em Moçambique com usos de
telefones celulares dentro da salas de aulas.
Conclusão
Conclui-se que “De fato, pensar a educomunicação como proposta de
intervenção social envolve repensar a tradicional hierarquia professor-aluno,
bem como o papel da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem.”
“…a escola deve procurar atender
aos anseios de uma juventude cada vez mais integrada à cultura digital.
Entretanto, […] é bastante grande a distância entre as gerações no que tange ao
manejo das novas tecnologias. De uma forma geral, a educação formal ainda se
aproxima com receio da tecnologia: esta pode ser incorporada na sala de aula,
mas sob controle do professor, que continuaria no topo da hierarquia da
produção de distribuição de conhecimento” (SOARES, 2007).
Bibliografia
|
FRANCO, Marcelo, Informática na educação, redes de conhecimento n.08 ( abril/2000 )
|
MORAN, José Manuel, Mudar A Forma de Ensinar Com a Internet-Transformar a Aula em Pesquisa
e Comunicação;
FERREIRA, Sueli. Introducão às Redes Eletrônicas de Comunicação. Ciências da Informação.Brasília,
23(2):258-263, maio/agosto, 1994.
GARDNER, Howard. As
estruturas da mente; a teoria das inteligências múltiplas. Porto
Alegre,
Artes Médicas, 1994;
GILDER, George. Vida após a
televisão; vencendo na revolução digital. Rio de Janeiro, Ediouro,
1996;
SILVA, Sandra
Rubia. Telefones celulares e a
educação para a cidadania Universidade Federal de Santa Maria/RS
Sem comentários:
Enviar um comentário