2.Tecnologia
Tecnologias, de uma forma geral são os materiais, técnicas ou métodos usados para satisfação do homem ou seja na resolução de seus problemas
Tecnologia (do grego τεχνη — "técnica, arte, ofício" e λογια — "estudo")
é um termo que envolve o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou
utilizados a partir de tal conhecimento. Dependendo do contexto, a tecnologia
pode ser:
Estudo de técnicas ou instrumentos de inovação;
As técnicas, conhecimentos, métodos,
materiais, ferramentas e processos usados para resolver problemas ou ao menos
facilitar a solução dos mesmos;
Um método ou processo de construção e
trabalho (tal como a tecnologia de manufactura, a tecnologia de infra-estrutura ou a tecnologia espacial);
A aplicação de recursos para a
resolução de problemas;
O termo tecnologia também pode ser
usado para descrever o nível de conhecimento científico, matemático e técnico de uma determinada cultura;
Na economia, a tecnologia é o estado actual de nosso conhecimento de
como combinar recursos para produzir produtos desejados (e nosso conhecimento
do que pode ser produzido).
Os recursos e como utilizá-los para se
atingir a um determinado objectivo, para se fazer algo, que pode ser a solução
ou minimização de um problema ou a geração de uma oportunidade, por exemplo.
A tecnologia é, de uma forma geral, o encontro entre ciência e engenharia. Sendo um termo que inclui desde as ferramentas
e processos simples, tais como uma colher de madeira e a fermentação da uva, até
as ferramentas e processos mais complexos já criados pelo ser humano, tal como
a Estação Espacial Internacional e a dessalinização da
água do mar. Frequentemente, a tecnologia entra em conflito com algumas
preocupações naturais de nossa sociedade, como o desemprego, a poluição e outras muitas questões ecológicas, assim como filosóficas e sociológicas, já que tecnologia pode ser vista como
uma actividade que forma ou modifica a cultura.
Existe um equilíbrio grande entre as vantagens e as desvantagens que o
avanço da tecnologia traz para a sociedade. A principal vantagem é reflectida na produção industrial: a tecnologia torna a produção mais
rápida e maior e, sendo assim, o resultado final é um produto mais barato e com
maior qualidade.
As desvantagens que a tecnologia traz são de tal
forma preocupantes que quase superam as vantagens, uma delas é a poluição que, se não for controlada a tempo,
evolui para um quadro irreversível. Outra desvantagem é quanto ao desemprego
gerado pelo uso intensivo das máquinas na indústria, na agricultura e no comércio. A este tipo de desemprego, no qual o trabalho do
homem é substituído pelo trabalho das máquinas, denominado desemprego estrutural.
2.1.Tecnologia na Educação
Desde aparelhos rudimentares como o ábaco aos computadores pessoais, o uso
da tecnologia sempre esteve presente na educação como forma de auxílio no
processo tanto de aprendizagem quanto de ensino. Essas tecnologias estão
possibilitando não só novas formas de ensino através de novos recursos, como
também processos de aprendizagem diferente dos tradicionais. A inserção da
tecnologia na educação apresenta uma evolução tão grandiosa que chegou ao ponto
da importância da figura física do professor ser colocada em questionamento.
O processo de ensino sofre constante mutação e sempre busca novas soluções
para tornar essa prática mais fácil, interactiva e até mesmo divertida para as
pessoas. Muitas formas surgiram ao longo dos tempos, desde o giz e o
quadro-negro, passando por livros, cursos por correspondências, rádio-aula,
tele-aula, aulas através de médias (videocassete, dvd's), projectores, entre
outras. Muitos desses métodos procuram contudo, também atender as várias
necessidades do aluno, como falta de tempo, local apropriado, facilidade de
obtenção desses meios. Esses recursos foram bastante utilizados até o fim do
século passado, porém com a popularização dos computadores a metodologia de
ensino, principalmente nas escolas, teve uma grande mudança, pois eles auxiliam
os professores a ministrar suas matérias de forma mais dinâmica e divertida e
os alunos passaram a possuir novos meios de interacção com a matéria. Até mesmo
a necessidade actual de dominar essa tecnologia levou muitas escolas a colocar
como obrigatória, aulas de informática. Outra invenção de bastante impacto no
processo de ensino foi a internet, que passou a integrar os diversos meios de
comunicação fazendo com que as informações antes obtidas de diversas fontes
possam agora serem encontradas em um único lugar de fácil acesso. Isso ajudou
no processo de 'disseminação' do ensino, pois qualquer pessoa em qualquer lugar
do mundo pode obter o conhecimento sem necessitar do tradicional modelo de ensino
formal, através de instituições físicas como escolas e universidades.
As Tecnologias na Educação
são utilizadas desde o princípio da educação sistematizada. Ainda hoje se usa a tecnologia
do giz e da lousa, que antigamente eram feitas de pedra - ardósia; usa-se a tecnologia dos livros didácticos e, actualmente, os diversos estados
mundiais debruçam-se sobre quais seriam os currículos escolares mais adequados para o tipo de sociedade
pretendida. No mundo ocidental, um dos grandes desafios é adaptar a educação às
novas tecnologias - TICs tais como os meios de comunicação actuais como a internet, a televisão, o rádio, os softwares que funcionam como meios educativos
formais ou informais.
2.2.História da Tecnologia
na Educação
O uso de tecnologias são de proveito do homem desde os tempos remotos, que
o homem usava para a escrita no Egipto, o suporte de escrita egípcio, feito do papiro, era forma de comunicação simultaneamente de
educação e isto trazia uma evolução, o uso do dedo para de alguma forma
explicar os eventos que se sucederam. O uso da pena de ave foi desde o Egipto
antigo ate aos tempos de Cristo uma tecnologia de adaptação ou transmissão de
conhecimento daqueles considerados os da elite e continuou ate aos dias de hoje
que a caneta substituiu a pena de aves e também com múltiplas variedades que
algumas só de uso de alguns.
Nas décadas de 1950 e 1960, a tecnologia educacional apresentava-se como um meio gerador de aprendizagem, para resolver problemas educacionais
dentro de uma concepção tecnicista de educação. Na década de 70, passou a fazer parte do ensino como
processo tecnológico. Em 1971, foi realizado na Universidade Federal de
São Carlos (UFSCar) um seminário sobre o uso de
computadores, em 1973 a Universidade federal do Rio de Janeiro (UFRJ) usou software de simulação no ensino de química
e, assim, muitos outros começaram as experiências. Portanto, existiam no início
dos anos 80 diversos iniciativos sobre o uso da informática na educação do
Brasil.
A tecnologia educacional é a área de conhecimento onde a tecnologia se
submete aos objectivos educacionais. Ela procura auxiliar o processo ensino e
aprendizagem de modo a propiciar formas adequadas de utilizar os recursos
tecnológicos na educação, ou seja, as funções maiores da escola serão
enriquecidas com a grandeza das novas fontes de informações e ferramentas
tecnológicas modernas preocupando-se com as técnicas e sua adequação às
necessidades e à realidade dos educandos, da escola, do professor, da cultura
em que a educação está inserida.
Contínuas transformações tecnológicas em todo o mundo vem influenciando as
relações sociais. Neste contexto a Escola, ambiente onde se constrói a educação
formal e, portanto, um ambiente por natureza social, começa a reflectir sobre a
influência das Novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem. Nestes
termos, como resultado do avanço das pesquisas em micro - electrónica, no início do século XXI as tecnologias começam a ser vistas e
usadas numa outra perspectiva no processo educativo. A escola começa a se
apropriar do uso técnico dos recursos tecnológicos para em seguida repensar as
formas e metodologias adequadas a cada contexto social. Neste tempo as
Tecnologias educacionais deixam de ser encaradas como meras ferramentas que
tornam mais eficientes e eficazes já sedimentados, passando a ser consideradas
como elementos estruturantes de um outro modo de pensar a educação, mediada
pela Tecnologia e esta submetida aos objectivos pedagógicos, com o objectivo de
expressar a diversidade cultura e à realidade em que cada escola se insere, a
diferentes metodologias usando recursos tecnológicos. Nesse sentido, a TV, o
vídeo, o Rádio_ (comunicação), a Internet, o material impresso possibilitam
articularem-se novas linguagens e novas forma de apropriação do conhecimento na
escola. É crescente o número de escolas e centros de educação que estão usando
ferramentas on-line e colaborativas para aprendizado e busca de informações. As
principais ferramentas usadas e conhecidas são agregação e distribuição de
conteúdo (RSS, ATOM), Ambientes de aprendizagem como Weblogs (Blogs), webquest e Wikis e objectos educacionais.
Todas as ferramentas podem ser utilizadas como instrumentos
educacionais. No entanto, faz-se necessário avaliar sua aplicação de modo a
promover a aprendizagem significativa, crítica e reflexiva.
Historicamente o uso das tecnologias na educação apoiou-se em 3 eixos
sociais; a comunicação, a psicologia da aprendizagem e a teoria sistémica. Podemos dizer que a didáctica (construir,
ampliar e revisar o processo) foi deixada de lado. Já a ciência e a técnica, se separaram, provocando algumas arbitrariedades
em suas relações.
O educador estar apto a mudar e estar consciente da importância da
tecnologia educacional como ferramenta valiosa no processo de ensino e
aprendizagem, facilitando para o educando uma assimilação significativa dos conteúdos, bem como proporcionando um
avanço na construção de novos conhecimentos. Ele se transforma agora no
estimulador da curiosidade do aluno por querer conhecer, por pesquisar, por
buscar a informação mais relevante. Também coordena o processo de apresentação
dos resultados pelos alunos, transformando informação em conhecimento e
conhecimento em saber, em vida, em sabedoria, o conhecimento com ética.
2.2.1.Os benefícios e os problemas encontrados pela tecnologia na educação
O crescimento tecnológico trouxe junto com ele novos artifícios e métodos
tecnológicos utilizados para o desenvolvimento e aprimoramento dos métodos
educacionais utilizados hoje em dia. A utilização da internet, tablets e jogos
para facilitar a assimilação dos alunos sobre determinado tipo de assunto ou a
criação de sistemas computacionais para a análise do desenvolvimento de uma
sala de aula em relação a seu nível de aprendizagem, são alguns exemplos do uso
dessas novas tecnologias na educação. O modelo educacional actual foi construído
devido ao desenvolvimento de modelos anteriores. Esse desenvolvimento passou
pelo modelo clássico Greco-romano que utilizava a disciplina para a construção
de um cidadão ideal, predeterminado e pregava o amor à sabedoria, pela era do
iluminismo onde se iniciou um modelo antropológico - social e onde existiria
uma propagação da educação entre todas as camadas sociais, chegando ao modelo
do século XXI e actual, onde a educação propicia a construção de uma pessoa
apta a ajudar na evolução da sociedade. Com a disseminação da internet na
década de 90 e o aumento no desenvolvimento de novas tecnologias, o uso de
ferramentas tecnológicas passou a ser muito cogitado no meio educacional.
2.3.Tecnologias nas escolas
A teoria pedagógica
tecnicista, segundo Libaneo (1994), percebia a sociedade como um sistema
harmónico e funcional, e a escola como a instituição que organiza, através de
técnicas específicas, o processo de integração do indivíduo neste sistema.
Nesta perspectiva, a educação é um universo fechado, sem ligação com as
questões sociais, e gera seus próprios problemas, passíveis, portanto, de
resolução mediante a utilização de modernas tecnologias e a elaboração de
objectivos comportamentais e mensuráveis.
Nesse contexto surge a
área de Tecnologia Educacional (TE) que, dentro da visão tecnicista,
significava dar ênfase aos meios na educação sem questionar suas finalidades.
Desse modo, a utilização de tecnologia na escola foi associada a uma visão
limitada de educação, baseada em fundamentos teóricos e pedagógicos extremos.
Com o crescimento de um pensamento educacional mais crítico a partir dos anos
80, a tecnologia educacional passou a ser compreendida como uma opção de se
fazer educação contextualizada com as questões sociais e suas contradições,
visando o desenvolvimento integral do homem e sua inserção crítica no mundo em
que vive, apontando que não basta utilizar tecnologia, é necessário inovar em
termos de prática pedagógica.
2.3.1.Uso de novas tecnologias na educação
Segue em baixo alguns exemplos do uso de novas tecnologias na educação:
Ø Uso da internet nas escolas: Por ser um meio onde o aluno tem acesso a um
contingente muito grande de informações de uma maneira rápida e confortável, a
internet vem sendo nos últimos anos integrada ao ensino como uma maneira onde
os alunos e os professores teriam acessos a novas culturas, realidades, em todo
o mundo, desenvolvendo seus conhecimentos. Em alguns países sua implantação nas
escolas já apresenta um número bastante significativo:
Ø Uso de tablets em sala de aula: O tablet é um dispositivo pessoal em
formato de prancheta que pode ser usado para acesso à Internet, organização
pessoal, visualização de fotos, vídeos, leitura de livros, jornais e revistas e
para entretenimento com jogos, é uma ferramenta de fácil transporte e que pode
ajudar muito no ambiente educacional. O acesso a uma gama enorme de
informações, através de livros e sites da internet pelo tablet, ou a
disponibilidade de baixar um livro no tablet, facilita a vida de alunos na
busca de desenvolvimento e conhecimento;
Ø Introdução de jogos para facilitar o ensino: O desenvolvimento de jogos é
uma área que se desenvolve cada vez mais nos dias actuais, mas esse
desenvolvimento não só aparece como uma forma de entretenimento lúdica, mas
também como um artifício colocado em sala de aula para prender a atenção do
aluno e facilitar seu aprendizado. Está se tornando cada vez mais comum o uso
de Softwares educacionais para ajudar no ensino nas salas de aula;
Ø Desenvolvimento de softwares com sistematização de ensino virtual: Existe a
criação e o aprimoramento de Ambientes virtuais de aprendizagem, que são
softwares que auxiliam na aplicação do modelo de ensino. São elaborados para
auxiliar os professores no ambiente de ensino, através do agenciamento dos
conteúdos, do seu curso e dos alunos, permitindo acompanhar o progresso deles
constantemente. Modelos que utilizam tele-aulas que vão de assuntos iniciais
como soma e subtracção até assuntos mais complexos como cálculo numérico,
derivadas, integrais, alem de possuir também uma variação muito grande de
matérias, geografia, biologia, história entre outras, onde o aluno assiste às
aulas pela TV e praticam o que foi aprendido em materiais com exercícios. Esse
sistema de tele-aulas é um exemplo do modelo de EaD (Educação à distância).
Existe ainda outro auxílio tecnológico, que é um método educacional muito
interessante e também faz uso da EaD, proposto pela KhanAcademy onde os alunos
acessam seu site e podem fazer uso de uma videoteca com mais de 3200 vídeos,
com uma grande variedade de conteúdos que vão de assuntos iniciais como soma e subtracção
até assuntos mais complexos como cálculo numérico, derivadas, integrais, alem
de possuir também uma variação muito grande de matérias, geografia, biologia,
história entre outras. Possui também desafios interactivos, e avaliações a
partir de qualquer computador com acesso a Web. Nesse sistema, os pais e
professores podem verificar o progresso de seus alunos ou filhos através de
relatórios em tempo real, com estatísticas deles, matérias aprendidas e
comparativos com outros alunos. É um método que emprega o aprendizado de cada
aluno no seu ritmo, onde muitas vezes em uma sala de aula isso não ocorre, pois
o aluno tem que seguir o ritmo de seus colegas. Isso faz com que o conhecimento
seja construído e não apenas transferido e imposto pelo professor, faz com que
o aluno tenha o controlo nessa construção e assim possa ele guiar da melhor
forma que seja para ele.
2.3.2.Problemas encontrados
Estas tecnologias tentam ajudar a metodologia actual, mas ainda encontram
problemas em sua fundamentação. Alguns exemplos dessas dificuldades são:
Ø Problema na disponibilidade de conteúdo: Muitas editoras ainda não possuem
a disponibilização de seus livros para Tablets devido a problemas com direitos
autorais, onde escritores ou até mesmo editoras não aceitam divulgar suas publicações
de forma gratuita. Devido isso sistemas como o citado anteriormente, onde seria
criado um acervo bibliotecário virtual mundial encontra problemas para torna-se
completa a sua realização;
Ø Preparo dos professores: A maioria dos professores, não possuem ainda
preparo para utilização das tecnologias digitais, não podendo explorar de uma
maneira eficiente o uso de dispositivos tecnológicos como os tablets, ou de
novas metodologias como a EaD’s citadas anteriormente;
Ø Incerteza: Ainda não existem argumentos, nem provas necessárias que provem
que essas novas metodologias aplicadas por essas tecnologias sejam realmente
eficientes e esse se torna o maior problema enfrentado, a desconfiança de
introduzir algo novo em um modelo tradicional e que teoricamente sempre deu
certo, faz com que o uso da tecnologia de maneira mais efectiva na educação
seja introduzido com cautela e devagar.
Propõem-se a
utilização das tecnologias na escola por serem fruto da produção humana, parte
da sociedade e, como tal – como todas as tecnologias criadas pelo homem, como a
escrita, por exemplo –, devem ter seu acesso democratizado, sendo
desmistificadas. Os alunos devem ser educados para o domínio do manuseio, da
criação e interpretação de novas linguagens e formas de expressão e
comunicação, para irem se constituindo em sujeitos responsáveis pela produção.
Podemos pensar ainda que a própria tecnologia pode ser um meio de concretizar o
discurso que propõe que a escola deve fazer o aluno aprender a aprender, a
criar, a inventar soluções próprias diante dos desafios, enfim, formar-se com e
para a autonomia, não para repetir, copiar, imitar. Considera-se que as tecnologias
merecem estar presentes no quotidiano escolar primeiramente porque estão
presentes na vida, mas também para:
a) Diversificar as
formas de produzir e apropriar-se do conhecimento;
b) Serem estudadas,
como objecto e como meio de se chegar ao conhecimento, já que trazem embutidas
em si mensagens e um papel social importante;
c) Permitir aos
alunos, através da utilização da diversidade de meios, familiarizarem-se com a
gama de tecnologias existentes na sociedade;
d) Serem
desmistificadas e democratizadas;
e) Dinamizar o
trabalho pedagógico;
f) Desenvolver a
leitura crítica;
g) Ser parte
integrante do processo que permite a expressão e troca dos diferentes saberes.
Para isso o professor deve ter clareza do papel das tecnologias como
instrumentos que ajudam a construir a forma de o aluno pensar, encarar o mundo
e aprender a lidar com elas como ferramentas de trabalho e se posicionar na
relação com elas e com o mundo. Enfim, elas não podem ser apenas objectos de
consumo, devem ser apropriadas por todos os sujeitos da escola activamente
envolvidos na interpretação e produção do conhecimento visto como não estático,
dado ou acabado; não considerado uma verdade única e universal; mas sim
provisório, histórico, socialmente marcado, em construção constante e, tal como
a realidade, dinâmico, mutável e diverso.
[...] julga-se que
educação tem a ver com tecnologia justamente porque o avanço tecnológico ainda
não chegou para todos, não tendo a maioria das pessoas ainda acesso ao
conhecimento sobre ele. Logo, cabendo à
escola agir com e sobre as tecnologias. Assim, a área da educação
precisa dominar o potencial educativo
das tecnologias e colocá-las a serviço do desenvolvimento de um
projecto pedagógico que vise a construção de autonomia dos educandos e a
formação para o exercício pleno da cidadania. Sabemos que os seres humanos
aprendem a interpretar o mundo a partir da lógica que possuem, construída
através de suas experiências, do que aprendem a perceber, observar, conviver. Uma
vez que os meios de comunicação e as tecnologias em geral influenciam os modos
de os grupos se relacionarem com o conhecimento e até a sua forma de ver, ler e
sentir, a escola tem o papel de
garantir que a cultura, a ciência e a técnica não sejam propriedade exclusiva
das classes dominantes, desmistificando a linguagem tecnológica e iniciando
seus alunos no domínio do seu manuseio, interpretação, criação e recriação
desta linguagem.
Vivenciar novas formas
de ensinar e aprender incorporando as tecnologias requer cuidado com a formação inicial e continuada do professor.
Nesse sentido trabalha-se com base no conceito de alfabetização tecnológica do professor, desenvolvido a partir da
idéia de que é necessário o professor dominar a utilização pedagógica das tecnologias, de forma que elas facilitem
a aprendizagem, sejam objecto de conhecimento a ser democratizado e instrumento
para a construção de conhecimento. Essa alfabetização tecnológica não pode ser
compreendida apenas como o uso mecânico dos recursos tecnológicos, mas deve
abranger também o domínio crítico da linguagem tecnológica. O conceito de
alfabetização tecnológica do professor envolve o domínio contínuo e crescente
das tecnologias que estão na escola e na sociedade, mediante o relacionamento
crítico com elas. Este domínio se traduz em uma percepção global do papel
das tecnologias na organização do mundo actual e na capacidade do/a
professor/a em lidar com as diversas tecnologias, interpretando as
linguagem e criando novas forma de expressão, além de distinguir como,
quando e por que são importantes e devem ser utilizadas no processo educativo
(Sampaio & Leite, 1999).
A proposta é
enfatizada na relação da educação com a tecnologia e especialidade do
profissional professor: o domínio do fazer pedagógico. É este domínio
que deve determinar sua relação com o conhecimento e as tecnologias. Nesse
sentido, o planejamento das actividades pedagógicas dever ser feito levando-se
em consideração os objectivos a serem atingidos e o conhecimento que se tem
sobre os alunos, e não a tecnologia que se pretende usar, não perdendo de vista
seu carácter de meio para atingir um fim. O domínio do professor deve se
concentrar no campo crítico e pedagógico, decidindo-se pela opção de integrar
ou não a tecnologia em seu currículo, de acordo com os objectivos, e ainda
escolher o momento apropriado para fazê-lo, evitando, assim, a imposição
tecnológica na sala de aula. O professor não pode perder a dimensão
pedagógica.
Muitas vezes as
tecnologias chegam à escola não por escolha do professor, mas por imposição,
como no caso do kit tecnológico (composto de TV, vídeo e antena parabólica)
enviado pelo governo federal às escolas públicas em meados da década de 90, sem
oferecer condições para o uso e formação aos professores. Desta forma, para
utilizar a tecnologia mais recente, o professor colocou de lado o conhecimento
das outras tecnologias tradicionais. Talvez não tenha aprendido a usar
tecnologias como o computador, mas pode também ter deixado de valorizar
tecnologias simples, [...] que podem oferecer, dependendo do uso, desafios e
possibilidades interessantes de construção de conhecimento. Por outro lado,
sabemos que, apesar das carências das nossas escolas públicas, muito tem sido
criado e construído pelo conjunto de professores, com o uso de alternativas às
tecnologias de que não dispõem. Expondo aqui novas e velhas possibilidades das
tecnologias educacionais na sala de aula, tentamos contribuir para que esse
processo de apropriação e reapropriação possa ser fortalecido e ampliado.
Conclusão
Conclui-se que o uso de tecnologias na educação sendo ela um conjunto de
ferramentas que auxiliam ao homem em, já e usufruída desde muito tempo de
formas diferentes que por isso temos os resultados satisfatórios no mundo.
Sabendo que na educação a tecnologia auxilia ao professor e aluno tendo em
conta que todo mundo ou seja todas escolas dispõem de tecnologias, umas de uma
e outras de outras mas, na África o numero de utentes das tecnologias modernas
é reduzido mas no Brasil 95% das escolas públicas urbanas de ensino fundamental
e médio do Brasil tem conexão banda larga, Cerca de 1,5 milhões de professores
já possuem acesso a rede mundial de computadores. Existe ainda um projecto
aonde até 2014 os 735 campos universitários federais brasileiros, os hospitais universitários
e as escolas técnicas irão possuirão uma rede de acesso a internet rápida em
todas elas.
Estados unidos: nos Estados unidos o percentual de acesso a internet nas
escolas públicas chega a 100%.
No mundo: Na Europa os NREN (National Research and Education Network)
chegam a atender um percentual de 80% a 100% das escolas de ensino superior em
países como França, Inglaterra, Espanha. Quando se fala em ensino secundário,
esse percentual chega a cair para menos de 10% nesses mesmos países citados antes.
Hoje existem projectos para que o uso dessa ferramenta seja cada vez mais
eficaz e ajude o aluno e os professores. Alguns exemplos são: o do Google_books
e o portal domínio público.
Bibliografia
LIBÂNEO, José Carlos. Democratização
da escola pública – A pedagogia crítica e social dos
Conteúdos. São Paulo: Loyola, 1994.
LITWIN, Edith (org.). Tecnologia
educacional – Políticas, história e propostas. Porto Alegre:
Artes Médicas, 1995.
MORAN, José Manoel. Como
ver televisão – Leitura crítica dos meios de comunicação de
massa. São Paulo: Paulinas, 1991.
SAMPAIO, Marisa
Narcizo & LEITE, Lígia Silva. Alfabetização tecnológica do professor.
2ª
ed. Petrópolis: Vozes, 1999.
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