terça-feira, 12 de novembro de 2013

tecnologia



2.Tecnologia

Tecnologias, de uma forma geral são os materiais, técnicas ou métodos usados para satisfação do homem ou seja na resolução de seus problemas

Tecnologia (do grego τεχνη — "técnica, arte, ofício" e λογια — "estudo") é um termo que envolve o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento. Dependendo do contexto, a tecnologia pode ser:
Estudo de técnicas ou instrumentos de inovação;
As ferramentas e as máquinas que ajudam a resolverem problemas;
As técnicas, conhecimentos, métodos, materiais, ferramentas e processos usados para resolver problemas ou ao menos facilitar a solução dos mesmos;
Um método ou processo de construção e trabalho (tal como a tecnologia de manufactura, a tecnologia de infra-estrutura ou a tecnologia espacial);
A aplicação de recursos para a resolução de problemas;
O termo tecnologia também pode ser usado para descrever o nível de conhecimento científico, matemático e técnico de uma determinada cultura;
Na economia, a tecnologia é o estado actual de nosso conhecimento de como combinar recursos para produzir produtos desejados (e nosso conhecimento do que pode ser produzido).
Os recursos e como utilizá-los para se atingir a um determinado objectivo, para se fazer algo, que pode ser a solução ou minimização de um problema ou a geração de uma oportunidade, por exemplo.
A tecnologia é, de uma forma geral, o encontro entre ciência e engenharia. Sendo um termo que inclui desde as ferramentas e processos simples, tais como uma colher de madeira e a fermentação da uva, até as ferramentas e processos mais complexos já criados pelo ser humano, tal como a Estação Espacial Internacional e a dessalinização da água do mar. Frequentemente, a tecnologia entra em conflito com algumas preocupações naturais de nossa sociedade, como o desemprego, a poluição e outras muitas questões ecológicas, assim como filosóficas e sociológicas, já que tecnologia pode ser vista como uma actividade que forma ou modifica a cultura.
Existe um equilíbrio grande entre as vantagens e as desvantagens que o avanço da tecnologia traz para a sociedade. A principal vantagem é reflectida na produção industrial: a tecnologia torna a produção mais rápida e maior e, sendo assim, o resultado final é um produto mais barato e com maior qualidade.
As desvantagens que a tecnologia traz são de tal forma preocupantes que quase superam as vantagens, uma delas é a poluição que, se não for controlada a tempo, evolui para um quadro irreversível. Outra desvantagem é quanto ao desemprego gerado pelo uso intensivo das máquinas na indústria, na agricultura e no comércio. A este tipo de desemprego, no qual o trabalho do homem é substituído pelo trabalho das máquinas, denominado desemprego estrutural.

2.1.Tecnologia na Educação

Desde aparelhos rudimentares como o ábaco aos computadores pessoais, o uso da tecnologia sempre esteve presente na educação como forma de auxílio no processo tanto de aprendizagem quanto de ensino. Essas tecnologias estão possibilitando não só novas formas de ensino através de novos recursos, como também processos de aprendizagem diferente dos tradicionais. A inserção da tecnologia na educação apresenta uma evolução tão grandiosa que chegou ao ponto da importância da figura física do professor ser colocada em questionamento.
O processo de ensino sofre constante mutação e sempre busca novas soluções para tornar essa prática mais fácil, interactiva e até mesmo divertida para as pessoas. Muitas formas surgiram ao longo dos tempos, desde o giz e o quadro-negro, passando por livros, cursos por correspondências, rádio-aula, tele-aula, aulas através de médias (videocassete, dvd's), projectores, entre outras. Muitos desses métodos procuram contudo, também atender as várias necessidades do aluno, como falta de tempo, local apropriado, facilidade de obtenção desses meios. Esses recursos foram bastante utilizados até o fim do século passado, porém com a popularização dos computadores a metodologia de ensino, principalmente nas escolas, teve uma grande mudança, pois eles auxiliam os professores a ministrar suas matérias de forma mais dinâmica e divertida e os alunos passaram a possuir novos meios de interacção com a matéria. Até mesmo a necessidade actual de dominar essa tecnologia levou muitas escolas a colocar como obrigatória, aulas de informática. Outra invenção de bastante impacto no processo de ensino foi a internet, que passou a integrar os diversos meios de comunicação fazendo com que as informações antes obtidas de diversas fontes possam agora serem encontradas em um único lugar de fácil acesso. Isso ajudou no processo de 'disseminação' do ensino, pois qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo pode obter o conhecimento sem necessitar do tradicional modelo de ensino formal, através de instituições físicas como escolas e universidades.
As Tecnologias na Educação são utilizadas desde o princípio da educação sistematizada. Ainda hoje se usa a tecnologia do giz e da lousa, que antigamente eram feitas de pedra - ardósia; usa-se a tecnologia dos livros didácticos e, actualmente, os diversos estados mundiais debruçam-se sobre quais seriam os currículos escolares mais adequados para o tipo de sociedade pretendida. No mundo ocidental, um dos grandes desafios é adaptar a educação às novas tecnologias - TICs tais como os meios de comunicação actuais como a internet, a televisão, o rádio, os softwares que funcionam como meios educativos formais ou informais.
2.2.História da Tecnologia na Educação
O uso de tecnologias são de proveito do homem desde os tempos remotos, que o homem usava para a escrita no Egipto, o suporte de escrita egípcio, feito do papiro, era forma de comunicação simultaneamente de educação e isto trazia uma evolução, o uso do dedo para de alguma forma explicar os eventos que se sucederam. O uso da pena de ave foi desde o Egipto antigo ate aos tempos de Cristo uma tecnologia de adaptação ou transmissão de conhecimento daqueles considerados os da elite e continuou ate aos dias de hoje que a caneta substituiu a pena de aves e também com múltiplas variedades que algumas só de uso de alguns.
Nas décadas de 1950 e 1960, a tecnologia educacional apresentava-se como um meio gerador de aprendizagem, para resolver problemas educacionais dentro de uma concepção tecnicista de educação. Na década de 70, passou a fazer parte do ensino como processo tecnológico. Em 1971, foi realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) um seminário sobre o uso de computadores, em 1973 a Universidade federal do Rio de Janeiro (UFRJ) usou software de simulação no ensino de química e, assim, muitos outros começaram as experiências. Portanto, existiam no início dos anos 80 diversos iniciativos sobre o uso da informática na educação do Brasil.
A tecnologia educacional é a área de conhecimento onde a tecnologia se submete aos objectivos educacionais. Ela procura auxiliar o processo ensino e aprendizagem de modo a propiciar formas adequadas de utilizar os recursos tecnológicos na educação, ou seja, as funções maiores da escola serão enriquecidas com a grandeza das novas fontes de informações e ferramentas tecnológicas modernas preocupando-se com as técnicas e sua adequação às necessidades e à realidade dos educandos, da escola, do professor, da cultura em que a educação está inserida.
Contínuas transformações tecnológicas em todo o mundo vem influenciando as relações sociais. Neste contexto a Escola, ambiente onde se constrói a educação formal e, portanto, um ambiente por natureza social, começa a reflectir sobre a influência das Novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem. Nestes termos, como resultado do avanço das pesquisas em micro - electrónica, no início do século XXI as tecnologias começam a ser vistas e usadas numa outra perspectiva no processo educativo. A escola começa a se apropriar do uso técnico dos recursos tecnológicos para em seguida repensar as formas e metodologias adequadas a cada contexto social. Neste tempo as Tecnologias educacionais deixam de ser encaradas como meras ferramentas que tornam mais eficientes e eficazes já sedimentados, passando a ser consideradas como elementos estruturantes de um outro modo de pensar a educação, mediada pela Tecnologia e esta submetida aos objectivos pedagógicos, com o objectivo de expressar a diversidade cultura e à realidade em que cada escola se insere, a diferentes metodologias usando recursos tecnológicos. Nesse sentido, a TV, o vídeo, o Rádio_ (comunicação), a Internet, o material impresso possibilitam articularem-se novas linguagens e novas forma de apropriação do conhecimento na escola. É crescente o número de escolas e centros de educação que estão usando ferramentas on-line e colaborativas para aprendizado e busca de informações. As principais ferramentas usadas e conhecidas são agregação e distribuição de conteúdo (RSS, ATOM), Ambientes de aprendizagem como Weblogs (Blogs), webquest e Wikis e objectos educacionais.
Todas as ferramentas podem ser utilizadas como instrumentos educacionais. No entanto, faz-se necessário avaliar sua aplicação de modo a promover a aprendizagem significativa, crítica e reflexiva.
Historicamente o uso das tecnologias na educação apoiou-se em 3 eixos sociais; a comunicação, a psicologia da aprendizagem e a teoria sistémica. Podemos dizer que a didáctica (construir, ampliar e revisar o processo) foi deixada de lado. Já a ciência e a técnica, se separaram, provocando algumas arbitrariedades em suas relações.
O educador estar apto a mudar e estar consciente da importância da tecnologia educacional como ferramenta valiosa no processo de ensino e aprendizagem, facilitando para o educando uma assimilação significativa dos conteúdos, bem como proporcionando um avanço na construção de novos conhecimentos. Ele se transforma agora no estimulador da curiosidade do aluno por querer conhecer, por pesquisar, por buscar a informação mais relevante. Também coordena o processo de apresentação dos resultados pelos alunos, transformando informação em conhecimento e conhecimento em saber, em vida, em sabedoria, o conhecimento com ética.

2.2.1.Os benefícios e os problemas encontrados pela tecnologia na educação

O crescimento tecnológico trouxe junto com ele novos artifícios e métodos tecnológicos utilizados para o desenvolvimento e aprimoramento dos métodos educacionais utilizados hoje em dia. A utilização da internet, tablets e jogos para facilitar a assimilação dos alunos sobre determinado tipo de assunto ou a criação de sistemas computacionais para a análise do desenvolvimento de uma sala de aula em relação a seu nível de aprendizagem, são alguns exemplos do uso dessas novas tecnologias na educação. O modelo educacional actual foi construído devido ao desenvolvimento de modelos anteriores. Esse desenvolvimento passou pelo modelo clássico Greco-romano que utilizava a disciplina para a construção de um cidadão ideal, predeterminado e pregava o amor à sabedoria, pela era do iluminismo onde se iniciou um modelo antropológico - social e onde existiria uma propagação da educação entre todas as camadas sociais, chegando ao modelo do século XXI e actual, onde a educação propicia a construção de uma pessoa apta a ajudar na evolução da sociedade. Com a disseminação da internet na década de 90 e o aumento no desenvolvimento de novas tecnologias, o uso de ferramentas tecnológicas passou a ser muito cogitado no meio educacional.
2.3.Tecnologias nas escolas
A teoria pedagógica tecnicista, segundo Libaneo (1994), percebia a sociedade como um sistema harmónico e funcional, e a escola como a instituição que organiza, através de técnicas específicas, o processo de integração do indivíduo neste sistema. Nesta perspectiva, a educação é um universo fechado, sem ligação com as questões sociais, e gera seus próprios problemas, passíveis, portanto, de resolução mediante a utilização de modernas tecnologias e a elaboração de objectivos comportamentais e mensuráveis.
Nesse contexto surge a área de Tecnologia Educacional (TE) que, dentro da visão tecnicista, significava dar ênfase aos meios na educação sem questionar suas finalidades. Desse modo, a utilização de tecnologia na escola foi associada a uma visão limitada de educação, baseada em fundamentos teóricos e pedagógicos extremos. Com o crescimento de um pensamento educacional mais crítico a partir dos anos 80, a tecnologia educacional passou a ser compreendida como uma opção de se fazer educação contextualizada com as questões sociais e suas contradições, visando o desenvolvimento integral do homem e sua inserção crítica no mundo em que vive, apontando que não basta utilizar tecnologia, é necessário inovar em termos de prática pedagógica.
2.3.1.Uso de novas tecnologias na educação
Segue em baixo alguns exemplos do uso de novas tecnologias na educação:
Ø  Uso da internet nas escolas: Por ser um meio onde o aluno tem acesso a um contingente muito grande de informações de uma maneira rápida e confortável, a internet vem sendo nos últimos anos integrada ao ensino como uma maneira onde os alunos e os professores teriam acessos a novas culturas, realidades, em todo o mundo, desenvolvendo seus conhecimentos. Em alguns países sua implantação nas escolas já apresenta um número bastante significativo:
Ø  Uso de tablets em sala de aula: O tablet é um dispositivo pessoal em formato de prancheta que pode ser usado para acesso à Internet, organização pessoal, visualização de fotos, vídeos, leitura de livros, jornais e revistas e para entretenimento com jogos, é uma ferramenta de fácil transporte e que pode ajudar muito no ambiente educacional. O acesso a uma gama enorme de informações, através de livros e sites da internet pelo tablet, ou a disponibilidade de baixar um livro no tablet, facilita a vida de alunos na busca de desenvolvimento e conhecimento;
Ø  Introdução de jogos para facilitar o ensino: O desenvolvimento de jogos é uma área que se desenvolve cada vez mais nos dias actuais, mas esse desenvolvimento não só aparece como uma forma de entretenimento lúdica, mas também como um artifício colocado em sala de aula para prender a atenção do aluno e facilitar seu aprendizado. Está se tornando cada vez mais comum o uso de Softwares educacionais para ajudar no ensino nas salas de aula;
Ø  Desenvolvimento de softwares com sistematização de ensino virtual: Existe a criação e o aprimoramento de Ambientes virtuais de aprendizagem, que são softwares que auxiliam na aplicação do modelo de ensino. São elaborados para auxiliar os professores no ambiente de ensino, através do agenciamento dos conteúdos, do seu curso e dos alunos, permitindo acompanhar o progresso deles constantemente. Modelos que utilizam tele-aulas que vão de assuntos iniciais como soma e subtracção até assuntos mais complexos como cálculo numérico, derivadas, integrais, alem de possuir também uma variação muito grande de matérias, geografia, biologia, história entre outras, onde o aluno assiste às aulas pela TV e praticam o que foi aprendido em materiais com exercícios. Esse sistema de tele-aulas é um exemplo do modelo de EaD (Educação à distância). Existe ainda outro auxílio tecnológico, que é um método educacional muito interessante e também faz uso da EaD, proposto pela KhanAcademy onde os alunos acessam seu site e podem fazer uso de uma videoteca com mais de 3200 vídeos, com uma grande variedade de conteúdos que vão de assuntos iniciais como soma e subtracção até assuntos mais complexos como cálculo numérico, derivadas, integrais, alem de possuir também uma variação muito grande de matérias, geografia, biologia, história entre outras. Possui também desafios interactivos, e avaliações a partir de qualquer computador com acesso a Web. Nesse sistema, os pais e professores podem verificar o progresso de seus alunos ou filhos através de relatórios em tempo real, com estatísticas deles, matérias aprendidas e comparativos com outros alunos. É um método que emprega o aprendizado de cada aluno no seu ritmo, onde muitas vezes em uma sala de aula isso não ocorre, pois o aluno tem que seguir o ritmo de seus colegas. Isso faz com que o conhecimento seja construído e não apenas transferido e imposto pelo professor, faz com que o aluno tenha o controlo nessa construção e assim possa ele guiar da melhor forma que seja para ele.

2.3.2.Problemas encontrados
Estas tecnologias tentam ajudar a metodologia actual, mas ainda encontram problemas em sua fundamentação. Alguns exemplos dessas dificuldades são:
Ø  Problema na disponibilidade de conteúdo: Muitas editoras ainda não possuem a disponibilização de seus livros para Tablets devido a problemas com direitos autorais, onde escritores ou até mesmo editoras não aceitam divulgar suas publicações de forma gratuita. Devido isso sistemas como o citado anteriormente, onde seria criado um acervo bibliotecário virtual mundial encontra problemas para torna-se completa a sua realização;
Ø  Preparo dos professores: A maioria dos professores, não possuem ainda preparo para utilização das tecnologias digitais, não podendo explorar de uma maneira eficiente o uso de dispositivos tecnológicos como os tablets, ou de novas metodologias como a EaD’s citadas anteriormente;

Ø  Incerteza: Ainda não existem argumentos, nem provas necessárias que provem que essas novas metodologias aplicadas por essas tecnologias sejam realmente eficientes e esse se torna o maior problema enfrentado, a desconfiança de introduzir algo novo em um modelo tradicional e que teoricamente sempre deu certo, faz com que o uso da tecnologia de maneira mais efectiva na educação seja introduzido com cautela e devagar.
Propõem-se a utilização das tecnologias na escola por serem fruto da produção humana, parte da sociedade e, como tal – como todas as tecnologias criadas pelo homem, como a escrita, por exemplo –, devem ter seu acesso democratizado, sendo desmistificadas. Os alunos devem ser educados para o domínio do manuseio, da criação e interpretação de novas linguagens e formas de expressão e comunicação, para irem se constituindo em sujeitos responsáveis pela produção. Podemos pensar ainda que a própria tecnologia pode ser um meio de concretizar o discurso que propõe que a escola deve fazer o aluno aprender a aprender, a criar, a inventar soluções próprias diante dos desafios, enfim, formar-se com e para a autonomia, não para repetir, copiar, imitar. Considera-se que as tecnologias merecem estar presentes no quotidiano escolar primeiramente porque estão presentes na vida, mas também para:
a) Diversificar as formas de produzir e apropriar-se do conhecimento;
b) Serem estudadas, como objecto e como meio de se chegar ao conhecimento, já que trazem embutidas em si mensagens e um papel social importante;
c) Permitir aos alunos, através da utilização da diversidade de meios, familiarizarem-se com a gama de tecnologias existentes na sociedade;
d) Serem desmistificadas e democratizadas;
e) Dinamizar o trabalho pedagógico;
f) Desenvolver a leitura crítica;
g) Ser parte integrante do processo que permite a expressão e troca dos diferentes saberes. Para isso o professor deve ter clareza do papel das tecnologias como instrumentos que ajudam a construir a forma de o aluno pensar, encarar o mundo e aprender a lidar com elas como ferramentas de trabalho e se posicionar na relação com elas e com o mundo. Enfim, elas não podem ser apenas objectos de consumo, devem ser apropriadas por todos os sujeitos da escola activamente envolvidos na interpretação e produção do conhecimento visto como não estático, dado ou acabado; não considerado uma verdade única e universal; mas sim provisório, histórico, socialmente marcado, em construção constante e, tal como a realidade, dinâmico, mutável e diverso.
[...] julga-se que educação tem a ver com tecnologia justamente porque o avanço tecnológico ainda não chegou para todos, não tendo a maioria das pessoas ainda acesso ao conhecimento sobre ele. Logo, cabendo à escola agir com e sobre as tecnologias. Assim, a área da educação precisa dominar o potencial educativo das tecnologias e colocá-las a serviço do desenvolvimento de um projecto pedagógico que vise a construção de autonomia dos educandos e a formação para o exercício pleno da cidadania. Sabemos que os seres humanos aprendem a interpretar o mundo a partir da lógica que possuem, construída através de suas experiências, do que aprendem a perceber, observar, conviver. Uma vez que os meios de comunicação e as tecnologias em geral influenciam os modos de os grupos se relacionarem com o conhecimento e até a sua forma de ver, ler e sentir, a escola tem o papel de garantir que a cultura, a ciência e a técnica não sejam propriedade exclusiva das classes dominantes, desmistificando a linguagem tecnológica e iniciando seus alunos no domínio do seu manuseio, interpretação, criação e recriação desta linguagem.
Vivenciar novas formas de ensinar e aprender incorporando as tecnologias requer cuidado com a formação inicial e continuada do professor. Nesse sentido trabalha-se com base no conceito de alfabetização tecnológica do professor, desenvolvido a partir da idéia de que é necessário o professor dominar a utilização pedagógica das tecnologias, de forma que elas facilitem a aprendizagem, sejam objecto de conhecimento a ser democratizado e instrumento para a construção de conhecimento. Essa alfabetização tecnológica não pode ser compreendida apenas como o uso mecânico dos recursos tecnológicos, mas deve abranger também o domínio crítico da linguagem tecnológica. O conceito de alfabetização tecnológica do professor envolve o domínio contínuo e crescente das tecnologias que estão na escola e na sociedade, mediante o relacionamento crítico com elas. Este domínio se traduz em uma percepção global do papel das tecnologias na organização do mundo actual e na capacidade do/a professor/a em lidar com as diversas tecnologias, interpretando as linguagem e criando novas forma de expressão, além de distinguir como, quando e por que são importantes e devem ser utilizadas no processo educativo (Sampaio & Leite, 1999).
A proposta é enfatizada na relação da educação com a tecnologia e especialidade do profissional professor: o domínio do fazer pedagógico. É este domínio que deve determinar sua relação com o conhecimento e as tecnologias. Nesse sentido, o planejamento das actividades pedagógicas dever ser feito levando-se em consideração os objectivos a serem atingidos e o conhecimento que se tem sobre os alunos, e não a tecnologia que se pretende usar, não perdendo de vista seu carácter de meio para atingir um fim. O domínio do professor deve se concentrar no campo crítico e pedagógico, decidindo-se pela opção de integrar ou não a tecnologia em seu currículo, de acordo com os objectivos, e ainda escolher o momento apropriado para fazê-lo, evitando, assim, a imposição tecnológica na sala de aula. O professor não pode perder a dimensão pedagógica.
Muitas vezes as tecnologias chegam à escola não por escolha do professor, mas por imposição, como no caso do kit tecnológico (composto de TV, vídeo e antena parabólica) enviado pelo governo federal às escolas públicas em meados da década de 90, sem oferecer condições para o uso e formação aos professores. Desta forma, para utilizar a tecnologia mais recente, o professor colocou de lado o conhecimento das outras tecnologias tradicionais. Talvez não tenha aprendido a usar tecnologias como o computador, mas pode também ter deixado de valorizar tecnologias simples, [...] que podem oferecer, dependendo do uso, desafios e possibilidades interessantes de construção de conhecimento. Por outro lado, sabemos que, apesar das carências das nossas escolas públicas, muito tem sido criado e construído pelo conjunto de professores, com o uso de alternativas às tecnologias de que não dispõem. Expondo aqui novas e velhas possibilidades das tecnologias educacionais na sala de aula, tentamos contribuir para que esse processo de apropriação e reapropriação possa ser fortalecido e ampliado.



















Conclusão
Conclui-se que o uso de tecnologias na educação sendo ela um conjunto de ferramentas que auxiliam ao homem em, já e usufruída desde muito tempo de formas diferentes que por isso temos os resultados satisfatórios no mundo. Sabendo que na educação a tecnologia auxilia ao professor e aluno tendo em conta que todo mundo ou seja todas escolas dispõem de tecnologias, umas de uma e outras de outras mas, na África o numero de utentes das tecnologias modernas é reduzido mas no Brasil 95% das escolas públicas urbanas de ensino fundamental e médio do Brasil tem conexão banda larga, Cerca de 1,5 milhões de professores já possuem acesso a rede mundial de computadores. Existe ainda um projecto aonde até 2014 os 735 campos universitários federais brasileiros, os hospitais universitários e as escolas técnicas irão possuirão uma rede de acesso a internet rápida em todas elas.
Estados unidos: nos Estados unidos o percentual de acesso a internet nas escolas públicas chega a 100%.
No mundo: Na Europa os NREN (National Research and Education Network) chegam a atender um percentual de 80% a 100% das escolas de ensino superior em países como França, Inglaterra, Espanha. Quando se fala em ensino secundário, esse percentual chega a cair para menos de 10% nesses mesmos países citados antes. Hoje existem projectos para que o uso dessa ferramenta seja cada vez mais eficaz e ajude o aluno e os professores. Alguns exemplos são: o do Google_books e o portal domínio público.









Bibliografia
LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública – A pedagogia crítica e social dos
Conteúdos. São Paulo: Loyola, 1994.
LITWIN, Edith (org.). Tecnologia educacional – Políticas, história e propostas. Porto Alegre:
Artes Médicas, 1995.
MORAN, José Manoel. Como ver televisão – Leitura crítica dos meios de comunicação de
massa. São Paulo: Paulinas, 1991.
SAMPAIO, Marisa Narcizo & LEITE, Lígia Silva. Alfabetização tecnológica do professor. 2ª
ed. Petrópolis: Vozes, 1999.

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