terça-feira, 12 de novembro de 2013

REDES TELEMATICAS

Manuel Geraldo Luis                             



REDES TELEMATICAS



Introdução

O trabalho presente em suas mãos apresentam abordagens analistas acerca do uso educacional das redes telemáticas, tendo como o ponto de partida a internet e as redes que nela se encontram.

Apresentam abordagens de alguns pensadores e professores que já expuseram os seus dizeres acerca de destas redes e a educação.

O trabalho apresenta a seguinte estrutura:

 

Introdução, apresentação resumida do trabalho;

Referencial teórico, desenvolvimento do tema exposto;

Conclusão, compreensão tirada com o completar do trabalho;

Bibliografia, referencias bibliográficas consultadas.

 

Objectivo geral

·         Aprender o uso das redes telemáticas na educação.

 

Objectivos específicos

·         Conceituar as redes telemáticas;

·         Mostrar o potencial da internet para pesquisa na educação;

·         Apresentar as rede como forma de comunicação.

 

Metodologias

·         Uso de bibliografias virtuais (internet);

·         Recolha de dados;

·         Compilação dos dados recolhidos.

1. Breve Historial

 

Ao longo dos anos o homem como ser curioso e com espírito de investigador, sempre procurou formas e meios de satisfação de suas necessidades. Como efeito desta curiosidade ou práctica de satisfação de suas necessidades o homem foi criando formas ou seja materiais e instrumentos.

Estes instrumentos foram méis de auxílio da mão do homem. Aquilo que o homem não conseguia fazer com seus membros, adoptou estes meios para resolver esta limitação. Ao longo destes tempos foram surgindo formas como ossos, etc.

Dos tempos do primitivo ao clássico, o uso de minerais foi mais qualitativa, as formas rudimentares e primitivos para os modernos, invertendo o material de pau, madeira, e ossos para o ferroe outros materiais.

 

Assim ao decorrer dos tempos essas mudanças foram notórias. A necessidade de transmissão de mensagens faz com que o homem adapte meios como carta e depois o computador para o armazenamento de dados ou estas informações.

 

O uso do computador da origem a outra maneira de o homem satisfazer dos acontecimentos de outros locais que não tinha oportunidade de ter, não sendo interditado naquilo que devia ver, como na televisão e nas rádios.

 

1.1. A Internet e seu potencial para pesquisa na educação

 

O uso de meios carros aviões e membros inferiores e superiores foram e são meios usados para investigação, os métodos de observação participante, a observação, entrevistas, inquérito consulta bibliográfica são métodos usados.

 

O uso de internet para buscas de informações é como um tabu pois em vez de usa-la para obtenção de informação e investigação é usada muitas vezes como maneira de satisfazer as seus desejos,  em nossa sociedade até aos dias de hoje, mas não esta fora de cogitação pois ela é usada em muitas situações de investigação para de recolha e auxilio de dados.

 

Segundo MORAN “a Internet está explodindo como a mídia mais promissora desde a implantação da televisão. É a mídia mais aberta, descentralizada e, por isso mesmo, mais ameaçadora para os grupos políticos e econômicos hegemônicos. Aumenta o número de pessoas ou grupos que criam na Internet suas próprias revistas, emissoras de rádio ou de televisão sem pedir licença ao Estado ou estar vinculados a setores econômicos tradicionais. Cada um pode dizer nela o que quer, conversar com quem desejar, oferecer os serviços que considerar convenientes. Como resultado começamos a assistir a tentativas de controlá-la de forma clara ou sutil”.

 

Com isto pode-se afirmar que a internet é mais funcional para a investigação pela sua expansão diante do mundo tendo a oportunidade de termos informações de todo o mundo sem sair de diante do lugar em que se encontra.

 

O factor geográfico era uma dificuldade para a maioria de pessoas que para a execução de uma investigação necessitaria de viajar distâncias longas para obter informações de habitantes de algum determinado lugar mais agora se o tipo de investigação permitir esta dificuldade já én solucionada pela internet pois pelo aparelho de computação ou celular pode-se obter estas informações capazes de responder as respostas a necessidade do investigador.

 

A distância hoje não é principalmente a geográfica, mas a económica - ricos e pobres - a cultural - acesso efectivo pela educação continuada - a ideológica - diferentes formas de pensar e sentir - e a tecnológica - acesso e domínio ou não das tecnologias de comunicação. Uma das expressões claras de democratização digital se manifesta na possibilidade de acesso à Internet e em dominar o instrumental teórico para explorar todas as suas potencialidades. (MORAN 1997)

 Acrescenta MORAN dizendo que, “a Internet também está explodindo na educação. Universidades e escolas correm para tornar-se visíveis, para não ficar para trás. Uns colocam páginas padronizadas, previsíveis, em que mostram a sua filosofia, as atividades administrativas e pedagógicas. Outros criam páginas atraentes, com projetos inovadores e múltiplas conexões”.

 

A internet é caracterizada por um entrelaçamento complexo de informações textuais e audiovisuais, umas podendo conduzir a outras, de sorte que sentidos são continuamente construídos pelo leitor, que os gera permanentemente por meio do percurso, em uma espécie de labirinto, em que conjuntos de palavras, imagens e sons se entrelaçam, muitas vezes sem ponto de partida, sem ponto de chegada. É uma rede mundial, que interliga o mundo inteiro, que cristaliza a idéia de aldeia global, conceito proposto por Marshall MacLuhan, formulado no livro The Medium is the Massage, trocadilho com Mass Age, a idade da cultura de massa, a era das comunicações (Macluhan, 1967).

 

Por tais características, a internet, percebida enquanto suporte para informações hipertextuais com possibilidades infinitas de intersecção, demanda uma linguagem própria para sua compreensão, abordagens de leitura não-lineares e, consequentemente, apresenta uma textualidade específica para sua apreensão. Inserida no ambiente escolar, a internet é proposta como base para uma nova linguagem para a aquisição e construção de conhecimentos e como uma nova e revolucionária ferramenta para o trabalho docente, na medida em que vivemos em uma sociedade em rede, numa ampla teia de relações sociais na qual cresce, cada vez mais, a exigência de diálogo, interactividade, intervenção, participação e colaboração (Oliveira, 2003).

 

Muito frequentemente, professores e alunos, sobretudo de escolas particulares, estão às voltas com a navegação na rede, colectando informações, elaborando trabalhos e, em certos casos, alimentando a net com mais informações, por meio da construção de novos hipertextos, de novos sites. Mas, como os professores estão, efectivamente, inserindo a internet em sua prática profissional? Quais as modalidades de uso, em ambientes escolares, desse meio de comunicação e informação, desse mass media? Será que o trocadilho de MacLuhan tem mais sentido do que pensamos e o uso de tal tecnologia está mais próximo de uma "massagem" no ego de muitos atores da relação educativa do que de uma porta de acesso à era das comunicações, do conhecimento mais acessível, das comunidades em rede, da aprendizagem colaborativa, da edificação de uma relação educativa diferenciada?

 

Imbuídos desse questionamento mais geral, avançamos, no âmbito do Grupo de Pesquisas Ábaco, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, em uma sondagem, em escolas públicas e particulares do Distrito Federal, acerca dos modos de uso da internet como meio didáctico no ensino fundamental, procurando conhecer essa faceta do trabalho pedagógico de vinte professores, sendo dez da rede pública e dez da rede particular. Neste documento, que apresenta os resultados da pesquisa, procuramos recriar os caminhos percorridos, de modo que o leitor possa acompanhar nossa estratégia de construção dos conhecimentos visados, desde a formatação inicial da pesquisa até a elaboração de suas conclusões finais. Primeiramente, apresentamos uma visão geral do contexto em que a pesquisa foi desenvolvida.

Depois, com a finalidade de nos fundamentarmos para a aproximação do campo, apresentamos a base teórica instrumental construída em torno do conceito de hipertexto, a partir dos trabalhos de Snyder (2002), Lévy (1993) e Bakhtin (1981). Em seguida, apresentamos a abordagem metodológica adoptada para a colecta de dados e os resultados obtidos. Na última parte, voltamos a uma elaboração teórica, dessa vez focada na construção de algumas considerações sobre a formação de professores do ensino fundamental para o manuseio das novas linguagens de comunicação e informação propostas pela internet. Esta investigação foi conduzida sem nenhuma subvenção e deverá, logo em seguida, ser complementada com outra pesquisa, voltada para os modos de uso da internet pelos alunos.

 

Não poderia eu considerar sem um julgamento das vantagens e desvantagens da internet na educação ou para sua pesquisa na educação.

 

 

 

1.1.1. Vantagens

 

Ø  Rápida aquisição de informação;

Ø  Actualização das informações;

Ø  Aumenta a motivação, o interesse dos alunos pelas aulas, pela pesquisa, pelos projectos. Motivação ligada à curiosidade pelas novas possibilidades, à modernidade que representa a Internet.

Ø  interesse e a comunicação com os alunos e a deles entre si.

Ø  Estão mais abertos, confiantes. Intercambiamos mais materiais, sugestões, dúvidas.

Ø  muitas novidades.

Ø  aluno aumenta as conexões lingüísticas, as geográficas e as interpessoais. As linguísticas;

Ø  aluno desenvolve a aprendizagem cooperativa, a pesquisa em grupo, a troca de resultados.

Ø  A interacção bem sucedida aumenta a aprendizagem;  

Ø  A Internet ajuda a desenvolver a intuição, a flexibilidade mental, a adaptação a ritmos diferentes. a pesquisa em grupo, em que se desenvolve a aprendizagem colaborativa.

Ø  Na Internet também desenvolvemos formas novas de comunicação,

Ø  A aprendizagem de línguas, principalmente do inglês, é um dos principais motivos para o sucesso dos projectos.

Ø  Com programas de comunicação na Internet em tempo, a necessidade de domínio de línguas estrangeiras é mais percebida.

Outro resultado comum à maior parte dos projectos na Internet confirma a riqueza de interacções que surgem, os contactos virtuais, as amizades, as trocas constantes com outros colegas, tanto por parte de professores como dos alunos. Os contactos virtuais se transformam, quando é possível, em presenciais. A comunicação afectiva, a criação de amigos em diferentes países se transforma em um grande resultado individual e colectivo dos projectos

 

 

1.1.2. Desvantagem da internet na educação

 

Ø  Criam-se todos os dias mais de cento e quarenta mil novas páginas de informações e serviços na rede.

Ø  Há informações demais e conhecimento de menos no uso da Internet na educação.

Ø  E há uma certa confusão entre informação e conhecimento.

Ø  facilidade de dispersão.

Ø  Há informações que distraem, que pouco acrescentam ao que já sabemos, mas que ocupam muito tempo de navegação.

Ø  Perde-se muito tempo na rede.

Ø  Constato também a impaciência de muitos alunos por mudar de um endereço para outro.

Ø  É difícil avaliar rapidamente o valor de cada página, porque há muita semelhança estética na sua apresentação, há muita cópia da forma e do conteúdo: copiam-se os mesmos sites, os mesmos gráficos, animações, links.

Ø  Nem sempre é fácil conciliar os diferentes tempos dos alunos.

Ø  A participação dos professores é desigual.

 

1.2. Redes Telemáticas - comunicação com fins educacionais

 

Redes telemáticas – Internet, interconexão de redes de computadores que permite que as diversas máquinas e sistemas conectados se comuniquem directamente. (Enciclopédia 1993-2001)

Comunicação – é o processo de transmissão e recepção de idéias, informação e mensagens. (Enciclopédia 1993-2001)

Educação -  é todo programa de ensino e aprendizagem organizada e desenvolvida visando atender às necessidades do homem.

As rede telemáticas como actualmente designado por internet, esta sendo aplicado na área de educação tendo em conta muitos aspectos que ela trás para a motivação dos alunos ou estudantes, embora exista esta aplicação, os meios de comunicação mais recentes, entre eles a Internet, embora muito poderosos e revolucionários, capazes de prover um ambiente rico, motivador, mais interactivo, colaborativo e de comunicação rápida, têm sido, no entanto, usados de formas isoladas por alguns educadores. ( Vilma)

 

Segundo Ana Vilma, este uso restrito das redes telemáticas com fins educacionais tem sido fraca por como sitam Litwin (1996) e Fagundes (1996) a mera existência e uso de qualquer avanço tecnológico por si só, tem pouca relevância em um processo de mudança em educação.

 

Para que uma mudança realmente ocorra, é fundamental o conhecimento profundo dos meios tecnológicos, suas possibilidades e limitações para que se possam adoptar posturas político-pedagógicas claras (teorias, fundamentos, princípios norteadores, visão de mundo, de homem e de educação) tanto por parte dos educadores, como também daqueles que traçam políticas educacionais nos diversos níveis, além dos informatas envolvidos em projectos educacionais. A combinação - de conhecimento do meio e teorias - pode permitir o uso crítico e relevante de qualquer meio tecnológico.

 

Atualmente, pode-se observar muitos sites na linha comercial/empresarial, dos mais variados tipos e com uma riqueza visual que os tornam extremamente atrativos. Observa-se que os mesmos priorizam o aspecto informacional, coerentes com suas finalidades comerciais. Tais modelos parecem estar contaminando o desenvolvimento de sites com fins educacionais. Apenas recentemente a educação primária e secundária passou a utilizar ou incorporar estes recursos às suas práticas pedagógicas (no Brasil).”( Lee et all)

 

Em Moçambique estes passaram a ser utilizados pelas empresas e a educação superior. Em uma sincera opinião prefiro dizer que estes recursos telemáticos deveriam ser aplicados em todas disciplinas desde o principio, ou seja, no ensino primário. Isto atendendo e considerando que a maioria da população em Moçambique é ignorante quanto a área tecnológica, a concepção de que o uso destas redes só é para a classe económica media e alta, esta em nossas mentes. Ou pode-se também considerar que há uma falta enorme de conhecimento das mesmas pois já acontece ou esta acontecendo uma explosão notória na aquisição de computadores mas, não com o intuito de comunicar ou se actualizar mas de fazer negócios rentáveis aos bolsos dos do grupo de pessoas que tem um computador. Seria importante voltarmos a repetir que o uso das redes telemáticas por intermédio do computador para comunicação com fins interactivos e educativos devia partir do ensino familiar se houver, mas cabia as escolas um dever de ensinar a usa-los.

 

Normalmente a infância seguindo os dizeres de Jean Piaget “Neste período, o que de mais importante acontece é o aparecimento da linguagem, que irá acarretar modificações nos aspectos intelectuais, afectivo e social da criança” , seria importante usar as redes como forma de atingir os objectivos traçados para as crianças nas escolas nesta fase da infância e prepara-la para o que encontrará no ensino secundário e superior.

 

LEE entre outros tem como ponto de partida para fundamentar a proposta de uso de redes telemáticas com fins educativos deve-se buscar, inicialmente, pressupostos teóricos que envolvem a criação/desenvolvimento de ambientes de aprendizagem computacionais nas conotações de ambientes "construtivistas/ instrucionistas"; "abertos/fechados"; "algorítmicos/heurísticos", entre outros, e que têm influenciado a estruturação/desenvolvimento de softwares e sites, com fins educacionais.

Dessa forma, podem resultar em sistemas ou ambientes informáticos/telemáticos que "libertam" ou "bitolam" seus usuários.

Na primeira categoria estão os ambientes que ressaltam o aprender com as tecnologias da informação e comunicação, no âmbito das experiências construídas "pelo aluno".

Na segunda, estariam as formas de uso de ensino através desses meios, ressaltando as experiências construídas "para o aluno" (Santarosa, 1990).

 

Essa tipologia possibilitaria levar à prática enfoques educativos eminentemente opostos.

Assim, os ambientes "fechados", no enfoque "algorítmico", também denominados "instrucionais", "directivos" ; "informacionais", constituem-se em ambientes prontos/acabados apoiados em pressupostos de teorias comportamentalistas. Nesse contexto, o sujeito actua de forma passiva, como um receptor de informação onde são privilegiadas as capacidades de memorização/retenção. A ênfase recai em um processo mecânico de fixação ou de reforço da informação, que remeta à reprodução da informação armazenada.

 

Neste particular, vários autores criticam o modelo behaviorista, ressaltando a posição quanto ao aporte teórico que deveria predominar na construção de ambientes de aprendizagem computacionais. De acordo com Mello (1989), essa criação deve privilegiar ambientes adequados para o aluno construir conhecimento, seja ele científico ou metacognitivo, uma vez que a investigação psicológica das últimas décadas mostra que como aprendemos não responde a modelos lineares de aprendizagem, e sim, em outras palavras, a caminhos de integração, crises e novas sínteses dos conteúdos aprendidos.

 

Salienta-se, dessa forma, a concepção do enfoque "heurístico", ambientes "abertos", "construtivistas", cujo aporte teórico tem suas origens nas teorias construtivistas/interacionistas, com destaque especial a concepções do desenvolvimento cognitivo teorizados por Piaget e Pós-Piagetianos.

 

De Corte e outros (1992), colocam que estudos recentes sobre a aprendizagem fizeram sobressair algumas características relevantes para a concepção de poderosos ambientes de aprendizagem por computador. Em tais características, destaca a natureza construtivista apoiada em um corpo de pesquisas recentes que apontam no sentido da aprendizagem ser um processo activo e construtivista.
 
 

"Os alunos constróem seus conhecimentos e competência através da interação com o ambiente e através da reorganização das suas próprias estruturas mentais. A concepção de aprendizagem como processo ativo não exclui, contudo, que a construção pelas crianças do seu próprio conhecimento e capacidades possa ser mediada, não apenas por intervenções e apoio adequado dos professores e colegas, mas também de software educativo. Em outras palavras, um poderoso ambiente de aprendizagem por computador caracteriza-se, por um lado, por um correto equilíbrio entre a aprendizagem pela descoberta e exploração pessoal e, por outro lado, pelo apoio sistemático tendo sempre presente as diferenças individuais, necessidades e motivações dos alunos" ( De Corte et all, 1992, p. 95-96).

 

Reforçando esses aspectos Mello (1989), apoiado na teoria piagetiana, coloca que esse poderoso ambiente deve permitir ao aluno um espaço interactivo para provar suas representações momentâneas, experimentar conflitos, decompor e compor novamente a representação de conteúdo, realizando a acomodação.

Cabe destacar as idéias desse autor relacionadas ao enfoque "heurístico", "construtivista" que reforçam as concepções teóricas referentes à estruturação/desenvolvimento de ambientes de aprendizagem computacionais vislumbradas pelas autoras. O autor salienta que no ambiente:

Ø  não se provê directamente o conteúdo ao aluno, mas dá-se um espaço onde ele possa provar suas hipóteses, descobrir ou validar suas regras de jogo;

Ø  enfatiza-se a descoberta onde o aluno se movimenta para desencadear actividades de pensamento tanto no enfoque indutivo como dedutivo;

Ø  não se prevê que as aprendizagens sejam predeterminadas, nem quais respostas são requeridas para o alcance dos objectivos. Isso se alcança quando o modelo do ambiente é descoberto e dominado pelo aluno, além de sua formalização como nova concepção na consciência do aluno;

Ø  o tipo de resposta é de índole aproximativa e não necessariamente exige-se uma única resposta do tipo rígido;

Ø  cobre-se essencialmente os níveis mais altos de aprendizagem tais como solução de problemas e aprendizagem de estratégias cognitivas ao caracterizar-se por apoiar a busca, a descoberta e o raciocínio;

Ø  dá-se ao aluno a actividade criativa, a exploração e a descoberta na linha da assimilação e construção do conhecimento;

Ø  centra-se na capacidade auto-gestão e motivação intrínseca do aluno o que faz com que predomine a auto-aprendizagem, ou seja, o aluno é quem controla o processo de aprendizagem.

Essas colocações embora não excluam a perspectiva social, focalizam mais a dimensão de aprendizagem na perspectiva individual, ou seja, da interacção do sujeito com o objecto de conhecimento.

 

Conforme Clermont-Perret (1992) "vários modelos puramente individualistas de desenvolvimento cognitivo consideram o conceito de mente como o resultado de competência ou experiência individuais e subestimam o papel de fatores sociais, estruturas culturais, símbolos e sentidos"(p. 2). Destaca este autor que, inspiradas nesse modelo, surgiram diferentes linhas de pesquisa a partir dos trabalhos pioneiros de Mead, Vygotsky e Piaget, os quais convergem em chamar a atenção para processos microsociais no desenvolvimento cognitivo.

 

Piaget explica o desenvolvimento da inteligência a partir de quatro factores fundamentais: a maturação; as experiências com os objectos; a transmissão social e a equilibração. Para Piaget o desenvolvimento da criança não é produto de um único factor como a maturação biológica, mas do resultado da interacção constante entre o sujeito e o meio. "A ação e interação da criança com os objetos e com o mundo, em sua dinâmica de transformação, são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, desde que a reflexão se realize sobre essa ação" (Santarosa e outros, 1990. p. 654).

 

O interacionismo Piagetiano, como sugere Fagundes (1996), caracteriza-se pelas trocas entre sujeito e meio que ocorrem tanto do ponto de vista intraindividual como do interindividual:

"Para o desenvolvimento cognitivo, explica Piaget (1973), são determinantes os factores sociais de cooperação ou coordenação interindividual das acções, Não se trata das relações sociais de coação subordinadas ao factor de obediência ou de autoridade, mas das relações de cooperação, que são caracterizadas pela reciprocidade e por regras autônomas de condutas fundamentadas no respeito mútuo". (Fagundes, 1996, pag. 31)

Dentro desta abordagem, o processo educacional tem um papel importante no sentido de provocar situações "desquilibradoras" e "reequilibradoras" para o aluno, de forma que seja possível a construção progressiva das noções e relações. A cooperação, colaboração, trocas e intercâmbio entre as pessoas são necessários para a aquisição das operações por parte dos sujeitos. É importante lembrar que cada reequilibração é uma superação de um momento anterior pois implica adquirir um conceito antes não dominado (Santarosa, 1992).

 

Nos últimos anos parece ter-se chegado a um consenso quanto à importância da interacção social no processo de aprendizagem/desenvolvimento.

Echeita & Martin (1995) consideram as perspectivas teóricas mais adequadas para a compreensão do processo ensino-aprendizagem, aquelas que entendem que o processo em si constitui uma interação. Isto é, que a interação "constitui o núcleo da atividade, já que o conhecimento é gerado, construído ou, melhor dito, co-construído, construído conjuntamente, exatamente porque se produz interatividade entre duas ou mais pessoas que participam dele " (pag. 37).

 

LEE posta que “Enquanto Piaget considera o desenvolvimento como um processo básico mais ou menos indiferente da aprendizagem, Vygotsky toma como posição que a aprendizagem tem um papel importante e estimulante no desenvolvimento. Assim, introduziu o conceito de zona de desenvolvimento proximal que representa a distância entre o nível de desenvolvimento actual (desempenho real) e o nível de desenvolvimento potencial que é determinado pelo desempenho da criança com intervenção e orientação de outros, ou seja, que inclui o que ainda a criança não consegue realizar autonomamente (Vygotsky, 1984 e 1987).”

 

Este conceito tem implicações importantes na concepção de ambientes de aprendizagem, o que implica em intervenções que: (1) ajudem a criança a dominar de forma autônoma os comportamentos que constituem esta zona de desenvolvimento e (2) estimulem o desenvolvimento cognitivo através de intervenções que criem zonas de desenvolvimento próximal.

 

Assim, para Vygotsky (1987) "a colaboração entre pares durante a aprendizagem pode ajudar a desenvolver estratégias e habilidades gerais de solução de problemas através da internalização do processo cognitivo implícito na interacção e na comunicação" (pag. 17).

 

Vygotsky (1987 apud Barros, 1994) atribui um papel fundamental para a linguagem; como um co-participante na estruturação do pensamento a linguagem pode explicar o poder da aprendizagem através da discussão e da conversação. Esta aprendizagem sugere o autor, ocorreria através do compartilhamento de diferentes perspectivas, pela necessidade de tornar explícito seu pensamento e pelo entendimento do pensamento do outro através da interacção oral ou escrita. Isto implica necessariamente num processo de comunicação dentro de uma dimensão cooperativa, colaborativa e de compartilhamento.

 

Pode-se observar que os termos comunicação, interacção social, compartilhar e colaboração parecem fundir-se, estando todos interligados mas não necessariamente todos presentes numa comunicação. Isto é, pode haver interacção e comunicação mas não necessariamente um compartilhar, um cooperar. No entender das autoras, no entanto, todos deverão estar presentes no processo de aprendizagem que se propõe, deixando claro a importância da componente interacção social.

 

 

1.3. Formas de comunicação em redes

 

Sendo as formas meios de como atingir as metas traçadas, as formas de comunicação em redes tem sido uma realidade, é uma forma da actualidade em que as pessoas com a oportunidade e conhecimento destas redes fazem uso para se comunicar com as outras pessoas que não estão partilhando do mesmo espaço fisicamente no momento.

 

As webs tem uma grande influencia nas pessoas hoje na actualidade mas, tudo que tem sua vantagem como a internet de:

Ø  Uma rápida comunicação

Ø  Tempo real

Ø  Custos minimizados

Ø  etc.

 

Também tem desvantagem como:

 

Ø  Pouca privacidade nos casos das webs 2.0

Ø  Informações falsas

Ø  Comunicações anónimas

Ø  Etc.

 

Destas muitas formas de comunicação por meio das redes são as Web 2.0.

 

1.4. Web 2.0 na educação

 

A Web, ou World Wide Web, é uma rede mundial de sites dentro da Internet. Sua maior função é permitir que pessoas físicas, empresas, órgãos governamentais ou não, instituições acadêmicas e militares possam publicar diversos tipos de informações no formato de páginas da Web, deixando-as disponíveis para o público em geral. (Enciclopédia 1993-2001)

O conjunto de páginas de uma determinada empresa ou universidade, por exemplo, é chamado de site na Web, pois traz a partir de um mesmo domínio ou home page as informações que essa empresa ou universidade achou pertinente disponibilizar na Web.

Através de um site na Web podemos fazer consultas variadas sobre diversos assuntos, ver imagens, ouvir sons, fazer download de arquivos, enviar mensagens ou formulários e bater papo on-line. Novas tecnologias garantem que até o cheiro poderá ser disponibilizado em alguns sites na Web.

Nos dias actuais, muito se tem falado a respeito de Web 2.0. O conceito para o termo foi criado por Tim O’Reilly, em 2003, o qual diz que Web 2.0 é “a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma”. Segundo o conceito elaborado por O’Reilly, a regra fundamental da Web 2.0 é o aproveitamento da inteligência colectiva.

 

Na verdade, os especialistas afirmam que não há um conceito formado para o que é Web 2.0; de facto, estamos desenvolvendo e moldando esse conceito. Como já foi dito, a principal característica dessa mudança na internet é o aproveitamento da inteligência colectiva. Além disso, a Web 2.0 se baseia no desenvolvimento de uma rede de informações onde cada usuário pode não somente usufruir, mas sim, contribuir. O exemplo mais claro dessa característica é a Wikipédia, onde cada usuário tem a oportunidade de adicionar informações livremente.

 

A Web 2.0 se conceitua no âmbito essencialmente online. Desta forma, actividades que antes eram feitas de forma offline, com o auxílio de tradicionais programas vendidos em lojas especializadas, passam a ser feitas de forma online, com o uso de ferramentas gratuitas e abertas a todos os usuários.


Os críticos argumentam que a Web 2.0 se trata apenas de um buzzword, uma jogada de marketing, um rótulo. Para estas pessoas, não houve uma mudança significativa no marketing praticado pela Internet para exemplificar uma teórica “evolução” de 1.0 para 2.0. Segundo os críticos, as maneiras de se obter lucros continuam exactamente as mesmas: publicidade. De qualquer forma, a evolução de internet é algo concreto. A grande questão dessa discussão é se a Web 2.0 é ou não a representação dessa evolução.

 

 

Aproveitando estes sites webs  pode-se adoptar na educação e criar para as escolas e universidades as chamadas bibliotecas virtuais e poder fazer com que os alunos e estudantes e também professores pudessem partilhar das informações postadas e dirigidas e controladas por um bibliotecário que actualizaria todas as informações.

 

Ou também poderia-se considerar o caso que desde o princípio se faz com que os alunos tivessem suas webs e lá pudessem interagir entre si e com seus professores e adquirir a partir deles suas pontuações. Na se tira com isto a importância das salas de aulas mas admitimos uma grande facilidade e motivação dos alunos para que não se percam sempre com os dizeres directos do professor e também passando tempo com outro tipo de material ou meio e vir a se surpreender com o uso destas redes no seu trabalho ou no ensino superior.

Os da educação  humanista inovadora vem a Internet como uma fonte de avanços e de problemas. Onde podemos encontrar o que buscamos, e também o que não desejamos sendo uma fragilidade ou desvantagem desta redes para comunicação.

A facilidade traz também a multiplicidade de fontes diferentes, de graus de confiança diferentes, de visões de mundo contraditórias. É difícil seleccionar, avaliar e contextualizar tudo o que acessamos.

 

A facilidade em postar mensagens na Internet é também uma das maiores fragilidades. Um texto que estava disponível ontem pode não o estar hoje. Uma página web que tinha um formato, pode aparecer no dia seguinte com outro ou com outro conteúdo. Por isso as normas bibliográficas exigem que se coloque a última data de acesso a Internet nas referências.

 

Num livro de texto a dificuldade de revisar as referências da WEB é muito maior. E quando um site ou endereço muda é quase impossível comunicá-lo rapidamente aos leitores nesta situação os alunos, a não ser pela própria Web ou aguardar uma nova reimpressão.

 

Convém avisar os leitores da edição impressa que podem existir endereços web com erros, pela alta volatilidade das informações digitais. Também é importante manter uma página digital com actualizações e correcções, para diminuir os problemas ocasionados pelas súbitas mudanças nas páginas da Internet. Faltam-nos campanhas educativas que esclareçam a população da fragilidade da Internet, dos problemas que podem acontecer e das inconsistências mais recorrentes.

Aproveitaremos melhor o potencial da Internet, se equilibramos a rapidez e multiplicidade da informação com o necessário tempo de análise, de decantação, de reflexão. Se focarmos menos quantidade e mais qualidade da observação, da percepção, da comunicação. Se combinarmos a função de “radar” - que mapeia e descobre - com o de “focar” - que aprofunda e ilumina.

Os professores podem ajudar os alunos incentivando-os a saber perguntar, a enfocar questões importantes, a ter critérios na escolha de sites, de avaliação de páginas, a comparar textos com visões diferentes.

 

Os professores podem focar mais a pesquisa do que dar respostas prontas. Podem propor temas interessantes e caminhar dos níveis mais simples de investigação para os mais complexos; das páginas mais coloridas e estimulantes para as mais abstractas; dos vídeos e narrativas impactantes para os contextos mais abrangentes e assim ajudar a desenvolver um pensamento arborescente, com rupturas sucessivas e uma reorganização semântica contínua.

É importante que alunos e professores levantem as principais questões relacionadas com a pesquisa: Qual é o objectivo da pesquisa e o nível de profundidade da pesquisa desejado? Quais são as “fontes confiáveis” para obter as informações? Como apresentar as informações pesquisadas e indicar as fontes de pesquisa nas referências bibliográficas? Como avaliar se a pesquisa foi realmente feita ou apenas copiada?

Uma das formas de analisar a credibilidade do conteúdo da sua pesquisa é verificar se ele está dentro de um portal educacional, no endereço de uma universidade, revista especializada ou em qualquer outro espaço académico reconhecido. Também é importante verificar de quem é a autoria do artigo ou da reportagem ou a credibilidade do veículo de divulgação.

 

1.4.1. Características para apresentação de uma Web

 

Pensando mais nos usuários jovens e adultos, Nilsen e Morkes propõem algumas características que uma página da WEB precisa apresentar para ser efetivamente lida e pesquisada:

Ø  palavras-chave realçadas (links de hipertexto, tipo de fonte e cor funcionam como realce);

Ø  sub-títulos pertinentes (e não "engraçadinhos");

Ø  listas indexadas;

Ø  uma informação por parágrafo (os usuários provavelmente pularão informações adicionais, caso não sejam atraídos pelas palavras iniciais de um parágrafo);

Ø  estilo de pirâmide invertida, que principia pela conclusão;

Ø  metade do número de palavras (ou menos) do que um texto convencional.

 

A credibilidade é importante para os usuários da WEB, porque nem sempre se sabe quem está por trás das informações nem se a página pode ser digna de confiança. Pode-se aumentar a credibilidade através de gráficos de alta qualidade, de um texto correcto e de links de hipertexto apropriados. É importante colocar links que conduzam a outros sites, que comprovem que há pesquisa por trás e que dêem sustentação para que os leitores possam visualizar as informações dadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Conclusão

 

Desenvolver a idéia, a título de conclusão deste trabalho, de que os programas de formação de professores precisam integrar componentes curriculares que tratem das novas mídias e de seus modos de uso em educação seria redundante e desnecessário. No entanto, é importante frisar que o uso da internet na sala de aula apresenta desafios importantes para o professor formado pelos mecanismos tradicionais de profissionalização docente, como enfatizam Silva (2000) e Kenski (2003).

Primeiramente, há a necessidade de rompimento com a dinâmica da escola da sociedade industrial, na qual os alunos têm de abordar os mesmos conteúdos, ao mesmo tempo, da mesma forma e em busca dos mesmos resultados, a fim de serem submetidos à mesma avaliação. Em seguida, há a necessidade de rompimento com materiais didáticos fechados, estáticos, que permitem o controle da cognição e da construção de conhecimentos, como se isso fosse possível.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia

 

BRAGA, Camila Brasil; LACERDA SANTOS, Gilberto. Modalidades de uso do computador em educação infantil. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, 2002, Brasília. Anais. Brasília: Universidade de Brasília, 2002.         

 

LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência. Trad. Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993

 

________CGI.br divulga resultados da pesquisa TIC Educação 2012

 

________Educação humanista inovadora. Pesquisa na Internet, 2011

 

MORAN, José Manuel; BEHRENS, Marilda Aparecida; MASETTO, Marcos Tarciso. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 12ª ed. CAMPINAS: Papirus, 2006. v.. 173p

 

Ana Vilma et all. "Navegando Pelo Mundo:": Ambiente de Aprendizagem Telemático Interdisciplinar

 

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