REDES TELEMATICAS
Introdução
O trabalho
presente em suas mãos apresentam abordagens analistas acerca do uso educacional
das redes telemáticas, tendo como o ponto de partida a internet e as redes que
nela se encontram.
Apresentam
abordagens de alguns pensadores e professores que já expuseram os seus dizeres
acerca de destas redes e a educação.
O trabalho
apresenta a seguinte estrutura:
Introdução, apresentação
resumida do trabalho;
Referencial teórico, desenvolvimento
do tema exposto;
Conclusão, compreensão
tirada com o completar do trabalho;
Bibliografia, referencias
bibliográficas consultadas.
Objectivo geral
·
Aprender o uso das
redes telemáticas na educação.
Objectivos específicos
·
Conceituar as redes
telemáticas;
·
Mostrar o potencial da
internet para pesquisa na educação;
·
Apresentar as rede como
forma de comunicação.
Metodologias
·
Uso de bibliografias
virtuais (internet);
·
Recolha de dados;
·
Compilação dos dados
recolhidos.
1. Breve Historial
Ao longo dos
anos o homem como ser curioso e com espírito de investigador, sempre procurou
formas e meios de satisfação de suas necessidades. Como efeito desta
curiosidade ou práctica de satisfação de suas necessidades o homem foi criando
formas ou seja materiais e instrumentos.
Estes
instrumentos foram méis de auxílio da mão do homem. Aquilo que o homem não
conseguia fazer com seus membros, adoptou estes meios para resolver esta limitação.
Ao longo destes tempos foram surgindo formas como ossos, etc.
Dos tempos do
primitivo ao clássico, o uso de minerais foi mais qualitativa, as formas
rudimentares e primitivos para os modernos, invertendo o material de pau,
madeira, e ossos para o ferroe outros materiais.
Assim ao
decorrer dos tempos essas mudanças foram notórias. A necessidade de transmissão
de mensagens faz com que o homem adapte meios como carta e depois o computador
para o armazenamento de dados ou estas informações.
O uso do computador
da origem a outra maneira de o homem satisfazer dos acontecimentos de outros
locais que não tinha oportunidade de ter, não sendo interditado naquilo que
devia ver, como na televisão e nas rádios.
1.1. A Internet e seu potencial para
pesquisa na educação
O uso de meios
carros aviões e membros inferiores e superiores foram e são meios usados para investigação,
os métodos de observação participante, a observação, entrevistas, inquérito consulta
bibliográfica são métodos usados.
O uso de
internet para buscas de informações é como um tabu pois em vez de usa-la para
obtenção de informação e investigação é usada muitas vezes como maneira de
satisfazer as seus desejos, em nossa
sociedade até aos dias de hoje, mas não esta fora de cogitação pois ela é usada
em muitas situações de investigação para de recolha e auxilio de dados.
Segundo MORAN “a
Internet está explodindo como a mídia mais promissora desde a implantação da
televisão. É a mídia mais aberta, descentralizada e, por isso mesmo, mais
ameaçadora para os grupos políticos e econômicos hegemônicos. Aumenta o número
de pessoas ou grupos que criam na Internet suas próprias revistas, emissoras de
rádio ou de televisão sem pedir licença ao Estado ou estar vinculados a setores
econômicos tradicionais. Cada um pode dizer nela o que quer, conversar com quem
desejar, oferecer os serviços que considerar convenientes. Como resultado
começamos a assistir a tentativas de controlá-la de forma clara ou sutil”.
Com isto pode-se
afirmar que a internet é mais funcional para a investigação pela sua expansão
diante do mundo tendo a oportunidade de termos informações de todo o mundo sem
sair de diante do lugar em que se encontra.
O factor geográfico
era uma dificuldade para a maioria de pessoas que para a execução de uma investigação
necessitaria de viajar distâncias longas para obter informações de habitantes
de algum determinado lugar mais agora se o tipo de investigação permitir esta
dificuldade já én solucionada pela internet pois pelo aparelho de computação ou
celular pode-se obter estas informações capazes de responder as respostas a
necessidade do investigador.
A distância hoje
não é principalmente a geográfica, mas a económica - ricos e pobres - a
cultural - acesso efectivo pela educação continuada - a ideológica - diferentes
formas de pensar e sentir - e a tecnológica - acesso e domínio ou não das
tecnologias de comunicação. Uma das expressões claras de democratização digital
se manifesta na possibilidade de acesso à Internet e em dominar o instrumental
teórico para explorar todas as suas potencialidades. (MORAN 1997)
Acrescenta MORAN dizendo que, “a Internet também está explodindo na
educação. Universidades e escolas correm para tornar-se visíveis, para não
ficar para trás. Uns colocam páginas padronizadas, previsíveis, em que mostram
a sua filosofia, as atividades administrativas e pedagógicas. Outros criam
páginas atraentes, com projetos inovadores e múltiplas conexões”.
A internet é
caracterizada por um entrelaçamento complexo de informações textuais e
audiovisuais, umas podendo conduzir a outras, de sorte que sentidos são
continuamente construídos pelo leitor, que os gera permanentemente por meio do
percurso, em uma espécie de labirinto, em que conjuntos de palavras, imagens e
sons se entrelaçam, muitas vezes sem ponto de partida, sem ponto de chegada. É
uma rede mundial, que interliga o mundo inteiro, que cristaliza a idéia de
aldeia global, conceito proposto por Marshall MacLuhan, formulado no livro The
Medium is the Massage, trocadilho com Mass Age, a idade da cultura
de massa, a era das comunicações (Macluhan, 1967).
Por tais
características, a internet, percebida enquanto suporte para informações
hipertextuais com possibilidades infinitas de intersecção, demanda uma
linguagem própria para sua compreensão, abordagens de leitura não-lineares e,
consequentemente, apresenta uma textualidade específica para sua apreensão.
Inserida no ambiente escolar, a internet é proposta como base para uma nova
linguagem para a aquisição e construção de conhecimentos e como uma nova e
revolucionária ferramenta para o trabalho docente, na medida em que vivemos em
uma sociedade em rede, numa ampla teia de relações sociais na qual cresce, cada
vez mais, a exigência de diálogo, interactividade, intervenção, participação e
colaboração (Oliveira, 2003).
Muito frequentemente,
professores e alunos, sobretudo de escolas particulares, estão às voltas com a
navegação na rede, colectando informações, elaborando trabalhos e, em certos
casos, alimentando a net com mais informações, por meio da construção de
novos hipertextos, de novos sites. Mas, como os professores estão, efectivamente,
inserindo a internet em sua prática profissional? Quais as modalidades de uso,
em ambientes escolares, desse meio de comunicação e informação, desse mass
media? Será que o trocadilho de MacLuhan tem mais sentido do que pensamos e
o uso de tal tecnologia está mais próximo de uma "massagem" no ego de
muitos atores da relação educativa do que de uma porta de acesso à era das
comunicações, do conhecimento mais acessível, das comunidades em rede, da
aprendizagem colaborativa, da edificação de uma relação educativa diferenciada?
Imbuídos desse
questionamento mais geral, avançamos, no âmbito do Grupo de Pesquisas Ábaco, da
Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, em uma sondagem, em escolas
públicas e particulares do Distrito Federal, acerca dos modos de uso da
internet como meio didáctico no ensino fundamental, procurando conhecer essa
faceta do trabalho pedagógico de vinte professores, sendo dez da rede pública e
dez da rede particular. Neste documento, que apresenta os resultados da
pesquisa, procuramos recriar os caminhos percorridos, de modo que o leitor
possa acompanhar nossa estratégia de construção dos conhecimentos visados,
desde a formatação inicial da pesquisa até a elaboração de suas conclusões
finais. Primeiramente, apresentamos uma visão geral do contexto em que a
pesquisa foi desenvolvida.
Depois, com a
finalidade de nos fundamentarmos para a aproximação do campo, apresentamos a
base teórica instrumental construída em torno do conceito de hipertexto, a partir
dos trabalhos de Snyder (2002), Lévy (1993) e Bakhtin (1981). Em seguida,
apresentamos a abordagem metodológica adoptada para a colecta de dados e os
resultados obtidos. Na última parte, voltamos a uma elaboração teórica, dessa
vez focada na construção de algumas considerações sobre a formação de
professores do ensino fundamental para o manuseio das novas linguagens de
comunicação e informação propostas pela internet. Esta investigação foi
conduzida sem nenhuma subvenção e deverá, logo em seguida, ser complementada
com outra pesquisa, voltada para os modos de uso da internet pelos alunos.
Não poderia eu
considerar sem um julgamento das vantagens e desvantagens da internet na educação
ou para sua pesquisa na educação.
1.1.1. Vantagens
Ø Rápida
aquisição de informação;
Ø Actualização
das informações;
Ø Aumenta
a motivação, o interesse dos alunos pelas aulas, pela pesquisa, pelos projectos.
Motivação ligada à curiosidade pelas novas possibilidades, à modernidade que
representa a Internet.
Ø interesse
e a comunicação com os alunos e a deles entre si.
Ø Estão
mais abertos, confiantes. Intercambiamos mais materiais, sugestões, dúvidas.
Ø muitas
novidades.
Ø aluno
aumenta as conexões lingüísticas, as geográficas e as interpessoais.
As linguísticas;
Ø aluno
desenvolve a aprendizagem cooperativa, a pesquisa em grupo, a troca de
resultados.
Ø A
interacção bem sucedida aumenta a aprendizagem;
Ø A
Internet ajuda a desenvolver a intuição, a flexibilidade mental, a adaptação a
ritmos diferentes. a pesquisa em grupo, em que se
desenvolve a aprendizagem colaborativa.
Ø Na
Internet também desenvolvemos formas novas de comunicação,
Ø A
aprendizagem de línguas, principalmente do inglês, é um dos principais
motivos para o sucesso dos projectos.
Ø Com
programas de comunicação na Internet em tempo, a necessidade de domínio de
línguas estrangeiras é mais percebida.
Outro resultado
comum à maior parte dos projectos na Internet confirma a riqueza de interacções
que surgem, os contactos virtuais, as amizades, as trocas constantes com outros
colegas, tanto por parte de professores como dos alunos. Os contactos virtuais
se transformam, quando é possível, em presenciais. A comunicação afectiva, a
criação de amigos em diferentes países se transforma em um grande resultado
individual e colectivo dos projectos
1.1.2. Desvantagem da internet na educação
Ø Criam-se
todos os dias mais de cento e quarenta mil novas páginas de informações e
serviços na rede.
Ø Há
informações demais e conhecimento de menos no uso da Internet na educação.
Ø E
há uma certa confusão entre informação e conhecimento.
Ø Há
facilidade de dispersão.
Ø Há
informações que distraem, que pouco acrescentam ao que já sabemos, mas que
ocupam muito tempo de navegação.
Ø Perde-se
muito tempo na rede.
Ø Constato
também a impaciência de muitos alunos por mudar de um endereço para
outro.
Ø É
difícil avaliar rapidamente o valor de cada página, porque há muita semelhança
estética na sua apresentação, há muita cópia da forma e do conteúdo: copiam-se
os mesmos sites, os mesmos gráficos, animações, links.
Ø Nem
sempre é fácil conciliar os diferentes tempos dos alunos.
Ø A
participação dos professores é desigual.
1.2. Redes Telemáticas - comunicação com
fins educacionais
Redes telemáticas
– Internet, interconexão de redes de computadores que permite que as diversas
máquinas e sistemas conectados se comuniquem directamente. (Enciclopédia
1993-2001)
Comunicação – é
o processo de transmissão e recepção de idéias, informação e mensagens.
(Enciclopédia 1993-2001)
Educação - é todo programa de ensino e aprendizagem
organizada e desenvolvida visando atender às necessidades do homem.
As rede
telemáticas como actualmente designado por internet, esta sendo aplicado na
área de educação tendo em conta muitos aspectos que ela trás para a motivação
dos alunos ou estudantes, embora exista esta aplicação, os meios de comunicação
mais recentes, entre eles a Internet, embora muito poderosos e revolucionários,
capazes de prover um ambiente rico, motivador, mais interactivo, colaborativo e
de comunicação rápida, têm sido, no entanto, usados de formas isoladas por
alguns educadores. ( Vilma)
Segundo Ana
Vilma, este uso restrito das redes telemáticas com fins educacionais tem sido
fraca por como sitam Litwin (1996) e Fagundes (1996) a mera existência e uso de
qualquer avanço tecnológico por si só, tem pouca relevância em um processo de
mudança em educação.
Para que uma
mudança realmente ocorra, é fundamental o conhecimento profundo dos meios
tecnológicos, suas possibilidades e limitações para que se possam adoptar
posturas político-pedagógicas claras (teorias, fundamentos, princípios
norteadores, visão de mundo, de homem e de educação) tanto por parte dos
educadores, como também daqueles que traçam políticas educacionais nos diversos
níveis, além dos informatas envolvidos em projectos educacionais. A combinação
- de conhecimento do meio e teorias - pode permitir o uso crítico e relevante
de qualquer meio tecnológico.
“Atualmente, pode-se observar muitos sites na linha comercial/empresarial,
dos mais variados tipos e com uma riqueza visual que os tornam extremamente
atrativos. Observa-se que os mesmos priorizam o aspecto informacional,
coerentes com suas finalidades comerciais. Tais modelos parecem estar
contaminando o desenvolvimento de sites
com fins educacionais. Apenas recentemente a educação primária e secundária
passou a utilizar ou incorporar estes recursos às suas práticas pedagógicas
(no Brasil).”( Lee et all)
Em Moçambique
estes passaram a ser utilizados pelas empresas e a educação superior. Em uma
sincera opinião prefiro dizer que estes recursos telemáticos deveriam ser
aplicados em todas disciplinas desde o principio, ou seja, no ensino primário.
Isto atendendo e considerando que a maioria da população em Moçambique é
ignorante quanto a área tecnológica, a concepção de que o uso destas redes só é
para a classe económica media e alta, esta em nossas mentes. Ou pode-se também
considerar que há uma falta enorme de conhecimento das mesmas pois já acontece
ou esta acontecendo uma explosão notória na aquisição de computadores mas, não
com o intuito de comunicar ou se actualizar mas de fazer negócios rentáveis aos
bolsos dos do grupo de pessoas que tem um computador. Seria importante
voltarmos a repetir que o uso das redes telemáticas por intermédio do
computador para comunicação com fins interactivos e educativos devia partir do
ensino familiar se houver, mas cabia as escolas um dever de ensinar a usa-los.
Normalmente a infância
seguindo os dizeres de Jean Piaget “Neste período, o que de mais importante
acontece é o aparecimento da linguagem,
que irá acarretar modificações nos aspectos intelectuais, afectivo e
social da criança” , seria importante usar as redes como forma de atingir os
objectivos traçados para as crianças nas escolas nesta fase da infância e
prepara-la para o que encontrará no ensino secundário e superior.
LEE entre outros
tem como ponto de partida para fundamentar a proposta de uso de redes
telemáticas com fins educativos deve-se buscar, inicialmente, pressupostos
teóricos que envolvem a criação/desenvolvimento de ambientes de aprendizagem
computacionais nas conotações de ambientes "construtivistas/
instrucionistas"; "abertos/fechados";
"algorítmicos/heurísticos", entre outros, e que têm influenciado a
estruturação/desenvolvimento de softwares e sites, com fins
educacionais.
Dessa forma,
podem resultar em sistemas ou ambientes informáticos/telemáticos que
"libertam" ou "bitolam" seus usuários.
Na primeira
categoria estão os ambientes que ressaltam o aprender com as tecnologias da
informação e comunicação, no âmbito das experiências construídas "pelo
aluno".
Na segunda,
estariam as formas de uso de ensino através desses meios, ressaltando as
experiências construídas "para o aluno" (Santarosa, 1990).
Essa tipologia
possibilitaria levar à prática enfoques educativos eminentemente opostos.
Assim, os
ambientes "fechados", no enfoque "algorítmico", também
denominados "instrucionais", "directivos" ;
"informacionais", constituem-se em ambientes prontos/acabados
apoiados em pressupostos de teorias comportamentalistas. Nesse contexto, o
sujeito actua de forma passiva, como um receptor de informação onde são
privilegiadas as capacidades de memorização/retenção. A ênfase recai em um
processo mecânico de fixação ou de reforço da informação, que remeta à
reprodução da informação armazenada.
Neste
particular, vários autores criticam o modelo behaviorista, ressaltando a
posição quanto ao aporte teórico que deveria predominar na construção de
ambientes de aprendizagem computacionais. De acordo com Mello (1989), essa
criação deve privilegiar ambientes adequados para o aluno construir
conhecimento, seja ele científico ou metacognitivo, uma vez que a investigação
psicológica das últimas décadas mostra que como aprendemos não responde a modelos
lineares de aprendizagem, e sim, em outras palavras, a caminhos de integração,
crises e novas sínteses dos conteúdos aprendidos.
Salienta-se,
dessa forma, a concepção do enfoque "heurístico", ambientes
"abertos", "construtivistas", cujo aporte teórico tem suas
origens nas teorias construtivistas/interacionistas, com destaque especial a
concepções do desenvolvimento cognitivo teorizados por Piaget e
Pós-Piagetianos.
De Corte e
outros (1992), colocam que estudos recentes sobre a aprendizagem fizeram sobressair
algumas características relevantes para a concepção de poderosos ambientes de
aprendizagem por computador. Em tais características, destaca a natureza
construtivista apoiada em um corpo de pesquisas recentes que apontam no sentido
da aprendizagem ser um processo activo e construtivista.
"Os
alunos constróem seus conhecimentos e competência através da interação com o
ambiente e através da reorganização das suas próprias estruturas mentais. A
concepção de aprendizagem como processo ativo não exclui, contudo, que a
construção pelas crianças do seu próprio conhecimento e capacidades possa ser
mediada, não apenas por intervenções e apoio adequado dos professores e
colegas, mas também de software educativo. Em outras palavras, um poderoso
ambiente de aprendizagem por computador caracteriza-se, por um lado, por um
correto equilíbrio entre a aprendizagem pela descoberta e exploração pessoal e,
por outro lado, pelo apoio sistemático tendo sempre presente as diferenças
individuais, necessidades e motivações dos alunos" ( De Corte
et all, 1992, p. 95-96).
Reforçando esses
aspectos Mello (1989), apoiado na teoria piagetiana, coloca que esse poderoso
ambiente deve permitir ao aluno um espaço interactivo para provar suas
representações momentâneas, experimentar conflitos, decompor e compor novamente
a representação de conteúdo, realizando a acomodação.
Cabe destacar as
idéias desse autor relacionadas ao enfoque "heurístico",
"construtivista" que reforçam as concepções teóricas referentes à
estruturação/desenvolvimento de ambientes de aprendizagem computacionais
vislumbradas pelas autoras. O autor salienta que no ambiente:
Ø não
se provê directamente o conteúdo ao aluno, mas dá-se um espaço onde ele possa
provar suas hipóteses, descobrir ou validar suas regras de jogo;
Ø enfatiza-se
a descoberta onde o aluno se movimenta para desencadear actividades de pensamento
tanto no enfoque indutivo como dedutivo;
Ø não
se prevê que as aprendizagens sejam predeterminadas, nem quais respostas são
requeridas para o alcance dos objectivos. Isso se alcança quando o modelo do
ambiente é descoberto e dominado pelo aluno, além de sua formalização como nova
concepção na consciência do aluno;
Ø o
tipo de resposta é de índole aproximativa e não necessariamente exige-se uma
única resposta do tipo rígido;
Ø cobre-se
essencialmente os níveis mais altos de aprendizagem tais como solução de problemas
e aprendizagem de estratégias cognitivas ao caracterizar-se por apoiar a busca,
a descoberta e o raciocínio;
Ø dá-se
ao aluno a actividade criativa, a exploração e a descoberta na linha da
assimilação e construção do conhecimento;
Ø centra-se
na capacidade auto-gestão e motivação intrínseca do aluno o que faz com que
predomine a auto-aprendizagem, ou seja, o aluno é quem controla o processo de
aprendizagem.
Essas colocações
embora não excluam a perspectiva social, focalizam mais a dimensão de aprendizagem
na perspectiva individual, ou seja, da interacção do sujeito com o objecto de
conhecimento.
Conforme
Clermont-Perret (1992) "vários modelos puramente individualistas de
desenvolvimento cognitivo consideram o conceito de mente como o resultado de competência
ou experiência individuais e subestimam o papel de fatores sociais, estruturas
culturais, símbolos e sentidos"(p. 2). Destaca este autor que,
inspiradas nesse modelo, surgiram diferentes linhas de pesquisa a partir dos
trabalhos pioneiros de Mead, Vygotsky e Piaget, os quais convergem em chamar a
atenção para processos microsociais no desenvolvimento cognitivo.
Piaget explica o
desenvolvimento da inteligência a partir de quatro factores fundamentais: a
maturação; as experiências com os objectos; a transmissão social e a
equilibração. Para Piaget o desenvolvimento da criança não é produto de um
único factor como a maturação biológica, mas do resultado da interacção
constante entre o sujeito e o meio. "A ação e interação da criança com
os objetos e com o mundo, em sua dinâmica de transformação, são fundamentais
para o desenvolvimento cognitivo, desde que a reflexão se realize sobre essa
ação" (Santarosa e outros, 1990. p. 654).
O interacionismo
Piagetiano, como sugere Fagundes (1996), caracteriza-se pelas trocas entre
sujeito e meio que ocorrem tanto do ponto de vista intraindividual como do
interindividual:
"Para o
desenvolvimento cognitivo, explica Piaget (1973), são determinantes os factores
sociais de cooperação ou coordenação interindividual das acções, Não se trata
das relações sociais de coação subordinadas ao factor de obediência ou de
autoridade, mas das relações de cooperação, que são caracterizadas pela
reciprocidade e por regras autônomas de condutas fundamentadas no respeito
mútuo". (Fagundes, 1996, pag. 31)
Dentro desta
abordagem, o processo educacional tem um papel importante no sentido de
provocar situações "desquilibradoras" e "reequilibradoras"
para o aluno, de forma que seja possível a construção progressiva das noções e
relações. A cooperação, colaboração, trocas e intercâmbio entre as pessoas são
necessários para a aquisição das operações por parte dos sujeitos. É importante
lembrar que cada reequilibração é uma superação de um momento anterior pois
implica adquirir um conceito antes não dominado (Santarosa, 1992).
Nos últimos anos
parece ter-se chegado a um consenso quanto à importância da interacção social
no processo de aprendizagem/desenvolvimento.
Echeita &
Martin (1995) consideram as perspectivas teóricas mais adequadas para a
compreensão do processo ensino-aprendizagem, aquelas que entendem que o
processo em si constitui uma interação. Isto é, que a interação "constitui
o núcleo da atividade, já que o conhecimento é gerado, construído ou, melhor
dito, co-construído, construído conjuntamente, exatamente porque se produz
interatividade entre duas ou mais pessoas que participam dele " (pag.
37).
LEE posta que “Enquanto
Piaget considera o desenvolvimento como um processo básico mais ou menos
indiferente da aprendizagem, Vygotsky toma como posição que a aprendizagem tem
um papel importante e estimulante no desenvolvimento. Assim, introduziu o
conceito de zona de desenvolvimento proximal que representa a distância entre o
nível de desenvolvimento actual (desempenho real) e o nível de desenvolvimento
potencial que é determinado pelo desempenho da criança com intervenção e
orientação de outros, ou seja, que inclui o que ainda a criança não consegue
realizar autonomamente (Vygotsky, 1984 e 1987).”
Este conceito
tem implicações importantes na concepção de ambientes de aprendizagem, o que
implica em intervenções que: (1) ajudem a criança a dominar de forma autônoma
os comportamentos que constituem esta zona de desenvolvimento e (2) estimulem o
desenvolvimento cognitivo através de intervenções que criem zonas de
desenvolvimento próximal.
Assim, para
Vygotsky (1987) "a colaboração entre pares durante a aprendizagem
pode ajudar a desenvolver estratégias e habilidades gerais de solução de
problemas através da internalização do processo cognitivo implícito na interacção
e na comunicação" (pag. 17).
Vygotsky (1987
apud Barros, 1994) atribui um papel fundamental para a linguagem; como um
co-participante na estruturação do pensamento a linguagem pode explicar o poder
da aprendizagem através da discussão e da conversação. Esta aprendizagem sugere
o autor, ocorreria através do compartilhamento de diferentes perspectivas, pela
necessidade de tornar explícito seu pensamento e pelo entendimento do
pensamento do outro através da interacção oral ou escrita. Isto implica
necessariamente num processo de comunicação dentro de uma dimensão cooperativa,
colaborativa e de compartilhamento.
Pode-se observar
que os termos comunicação, interacção social, compartilhar e
colaboração parecem fundir-se, estando todos interligados mas não
necessariamente todos presentes numa comunicação. Isto é, pode haver interacção
e comunicação mas não necessariamente um compartilhar, um cooperar. No entender
das autoras, no entanto, todos deverão estar presentes no processo de
aprendizagem que se propõe, deixando claro a importância da componente interacção
social.
1.3. Formas de comunicação em redes
Sendo as formas
meios de como atingir as metas traçadas, as formas de comunicação em redes tem
sido uma realidade, é uma forma da actualidade em que as pessoas com a
oportunidade e conhecimento destas redes fazem uso para se comunicar com as
outras pessoas que não estão partilhando do mesmo espaço fisicamente no
momento.
As webs tem uma
grande influencia nas pessoas hoje na actualidade mas, tudo que tem sua
vantagem como a internet de:
Ø Uma
rápida comunicação
Ø Tempo
real
Ø Custos
minimizados
Ø etc.
Também tem
desvantagem como:
Ø Pouca
privacidade nos casos das webs 2.0
Ø Informações
falsas
Ø Comunicações
anónimas
Ø Etc.
Destas muitas
formas de comunicação por meio das redes são as Web 2.0.
1.4. Web
2.0 na educação
A Web, ou World
Wide Web, é uma rede mundial de sites dentro da Internet. Sua maior função é
permitir que pessoas físicas, empresas, órgãos governamentais ou não,
instituições acadêmicas e militares possam publicar diversos tipos de
informações no formato de páginas da Web, deixando-as disponíveis para o
público em geral. (Enciclopédia 1993-2001)
O conjunto de
páginas de uma determinada empresa ou universidade, por exemplo, é chamado de
site na Web, pois traz a partir de um mesmo domínio ou home page as informações
que essa empresa ou universidade achou pertinente disponibilizar na Web.
Através de um
site na Web podemos fazer consultas variadas sobre diversos assuntos, ver
imagens, ouvir sons, fazer download de arquivos, enviar mensagens ou
formulários e bater papo on-line. Novas tecnologias garantem que até o cheiro
poderá ser disponibilizado em alguns sites na Web.
Nos dias actuais, muito se tem
falado a respeito de Web 2.0. O conceito para o termo foi criado por Tim
O’Reilly, em 2003, o qual diz que Web 2.0 é “a mudança para uma internet como
plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova
plataforma”. Segundo o conceito elaborado por O’Reilly, a regra fundamental da
Web 2.0 é o aproveitamento da inteligência colectiva.
Na verdade, os especialistas afirmam que não há um conceito formado para o que é Web 2.0; de facto, estamos desenvolvendo e moldando esse conceito. Como já foi dito, a principal característica dessa mudança na internet é o aproveitamento da inteligência colectiva. Além disso, a Web 2.0 se baseia no desenvolvimento de uma rede de informações onde cada usuário pode não somente usufruir, mas sim, contribuir. O exemplo mais claro dessa característica é a Wikipédia, onde cada usuário tem a oportunidade de adicionar informações livremente.
A Web 2.0 se conceitua no âmbito essencialmente online. Desta forma, actividades que antes eram feitas de forma offline, com o auxílio de tradicionais programas vendidos em lojas especializadas, passam a ser feitas de forma online, com o uso de ferramentas gratuitas e abertas a todos os usuários.
Os críticos argumentam que a Web 2.0 se trata apenas de um buzzword, uma jogada de marketing, um rótulo. Para estas pessoas, não houve uma mudança significativa no marketing praticado pela Internet para exemplificar uma teórica “evolução” de 1.0 para 2.0. Segundo os críticos, as maneiras de se obter lucros continuam exactamente as mesmas: publicidade. De qualquer forma, a evolução de internet é algo concreto. A grande questão dessa discussão é se a Web 2.0 é ou não a representação dessa evolução.
Aproveitando
estes sites webs pode-se adoptar na educação
e criar para as escolas e universidades as chamadas bibliotecas virtuais e
poder fazer com que os alunos e estudantes e também professores pudessem
partilhar das informações postadas e dirigidas e controladas por um
bibliotecário que actualizaria todas as informações.
Ou também
poderia-se considerar o caso que desde o princípio se faz com que os alunos
tivessem suas webs e lá pudessem interagir entre si e com seus professores e
adquirir a partir deles suas pontuações. Na se tira com isto a importância das
salas de aulas mas admitimos uma grande facilidade e motivação dos alunos para
que não se percam sempre com os dizeres directos do professor e também passando
tempo com outro tipo de material ou meio e vir a se surpreender com o uso
destas redes no seu trabalho ou no ensino superior.
Os da educação humanista inovadora vem a Internet como uma fonte
de avanços e de problemas. Onde podemos encontrar o que buscamos, e também o
que não desejamos sendo uma fragilidade ou desvantagem desta redes para comunicação.
A facilidade
traz também a multiplicidade de fontes diferentes, de graus de confiança
diferentes, de visões de mundo contraditórias. É difícil seleccionar, avaliar e
contextualizar tudo o que acessamos.
A facilidade em
postar mensagens na Internet é também uma das maiores fragilidades. Um texto
que estava disponível ontem pode não o estar hoje. Uma página web que tinha um
formato, pode aparecer no dia seguinte com outro ou com outro conteúdo. Por
isso as normas bibliográficas exigem que se coloque a última data de acesso a
Internet nas referências.
Num livro de
texto a dificuldade de revisar as referências da WEB é muito maior. E quando um
site ou endereço muda é quase impossível comunicá-lo rapidamente aos leitores
nesta situação os alunos, a não ser pela própria Web ou aguardar uma nova
reimpressão.
Convém avisar os
leitores da edição impressa que podem existir endereços web com erros, pela
alta volatilidade das informações digitais. Também é importante manter uma
página digital com actualizações e correcções, para diminuir os problemas
ocasionados pelas súbitas mudanças nas páginas da Internet. Faltam-nos
campanhas educativas que esclareçam a população da fragilidade da Internet, dos
problemas que podem acontecer e das inconsistências mais recorrentes.
Aproveitaremos
melhor o potencial da Internet, se equilibramos a rapidez e multiplicidade da
informação com o necessário tempo de análise, de decantação, de reflexão. Se
focarmos menos quantidade e mais qualidade da observação, da percepção, da
comunicação. Se combinarmos a função de “radar” - que mapeia e descobre - com o
de “focar” - que aprofunda e ilumina.
Os professores
podem ajudar os alunos incentivando-os a saber perguntar, a enfocar questões
importantes, a ter critérios na escolha de sites, de avaliação de páginas, a
comparar textos com visões diferentes.
Os professores
podem focar mais a pesquisa do que dar respostas prontas. Podem propor temas
interessantes e caminhar dos níveis mais simples de investigação para os mais
complexos; das páginas mais coloridas e estimulantes para as mais abstractas;
dos vídeos e narrativas impactantes para os contextos mais abrangentes e assim
ajudar a desenvolver um pensamento arborescente, com rupturas sucessivas e uma
reorganização semântica contínua.
É importante que
alunos e professores levantem as principais questões relacionadas com a
pesquisa: Qual é o objectivo da pesquisa e o nível de profundidade da pesquisa
desejado? Quais são as “fontes confiáveis” para obter as informações? Como
apresentar as informações pesquisadas e indicar as fontes de pesquisa nas
referências bibliográficas? Como avaliar se a pesquisa foi realmente feita ou
apenas copiada?
Uma das formas
de analisar a credibilidade do conteúdo da sua pesquisa é verificar se ele está
dentro de um portal educacional, no endereço de uma universidade, revista
especializada ou em qualquer outro espaço académico reconhecido. Também é
importante verificar de quem é a autoria do artigo ou da reportagem ou a
credibilidade do veículo de divulgação.
1.4.1. Características para apresentação
de uma Web
Pensando mais
nos usuários jovens e adultos, Nilsen e Morkes propõem algumas características
que uma página da WEB precisa apresentar para ser efetivamente lida e
pesquisada:
Ø palavras-chave
realçadas (links de hipertexto, tipo de fonte e cor funcionam como realce);
Ø sub-títulos
pertinentes (e não "engraçadinhos");
Ø listas
indexadas;
Ø uma
informação por parágrafo (os usuários provavelmente pularão informações
adicionais, caso não sejam atraídos pelas palavras iniciais de um parágrafo);
Ø estilo
de pirâmide invertida, que principia pela conclusão;
Ø metade
do número de palavras (ou menos) do que um texto convencional.
A credibilidade
é importante para os usuários da WEB, porque nem sempre se sabe quem está por
trás das informações nem se a página pode ser digna de confiança. Pode-se
aumentar a credibilidade através de gráficos de alta qualidade, de um texto
correcto e de links de hipertexto apropriados. É importante colocar links que
conduzam a outros sites, que comprovem que há pesquisa por trás e que dêem
sustentação para que os leitores possam visualizar as informações dadas.
Conclusão
Desenvolver a idéia, a título de conclusão deste trabalho, de que os
programas de formação de professores precisam integrar componentes curriculares
que tratem das novas mídias e de seus modos de uso em educação seria redundante
e desnecessário. No entanto, é importante frisar que o uso da internet na sala
de aula apresenta desafios importantes para o professor formado pelos
mecanismos tradicionais de profissionalização docente, como enfatizam Silva
(2000) e Kenski (2003).
Primeiramente, há a necessidade de rompimento com a dinâmica da escola da
sociedade industrial, na qual os alunos têm de abordar os mesmos conteúdos, ao
mesmo tempo, da mesma forma e em busca dos mesmos resultados, a fim de serem
submetidos à mesma avaliação. Em seguida, há a necessidade de rompimento com
materiais didáticos fechados, estáticos, que permitem o controle da cognição e
da construção de conhecimentos, como se isso fosse possível.
Bibliografia
BRAGA, Camila
Brasil; LACERDA SANTOS, Gilberto. Modalidades de uso do computador em educação
infantil. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA,
2002, Brasília. Anais. Brasília: Universidade de Brasília, 2002.
LÉVY, Pierre. As
tecnologias da inteligência. Trad. Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro:
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________CGI.br divulga resultados da pesquisa TIC
Educação 2012
MORAN, José
Manuel; BEHRENS, Marilda Aparecida; MASETTO, Marcos Tarciso. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 12ª ed. CAMPINAS: Papirus, 2006. v..
173p
Ana Vilma et all. "Navegando Pelo Mundo:": Ambiente de Aprendizagem Telemático
Interdisciplinar
Não vi nada sobre programa televisivo. peço para por esse conteúdo.
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